terça-feira, 2 de julho de 2013

O Solar de Vilartão. O Santo António de Picões.

   O solar de Vilartão tem duas capelas.

Solar de Vilartão
   Uma junta ao solar, à sua frente, atualmente em obras (visível no lado esquerdo da imagem anterior), outra bem longe, no termo das terras do  extinto morgadio, em Picões.


Capela à esquerda em obras



   A aldeia de Picões, atualmente abandonada, remonta ao período romano.


Casario da abandonada aldeia de Picões


     Resiste ainda aí, de pé, a sua velha capela do inicio do séc.XVIII.

Capela de Picões



Pode-se consultar sobre esta capela no post do
blog: 
 O renascer. A Capela de Picões






terça-feira, 18 de junho de 2013

O Solar de Vilartão. O Séc. XIX e a Guerra Civil entre Liberais e Miguelistas.



Casa do Loureiro




  Na Casa do Loureiro existia um medidor de altura com o qual  nós primos  brincávamos quando éramos pequenos. 
  
  Este medidor de altura deve ter sido usado no recrutamento para a guerra civil, no tempo do meu 4.º tio avô, o major de ordenanças José António Bragança.
  Pode-se consultar sobre este partidário de D. Miguel em 
Não media mais que um metro e setenta e cinco centímetros de altura  a partir de um metro e cinquenta, numa época em que as pessoas em maioritariamente baixas.



Medidor de altura

Pormenor do medidor

  Atualmente, este medidor que não ultrapassa a minha altura está na Casa do Souto.

Casa do Souto

  Pode-se ainda consultar o post: 

O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa.




sábado, 8 de junho de 2013

O Solar de Vilartão. A Casa do Souto em Gavião.



Casa do Loureiro

   Meu avô, Manuel José de Azevedo, neto de Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança   teve  um avô muito distante, 12.º avô,  João Teixeira de Azevedo, alcaide de Vila Pouca de Aguiar nascido em 1490.



Meus Avós, Maria da Conceição  e  Manuel  José de Azevedo

    João Fernandes de Azevedo, filho de João Teixeira de Azevedo, foi o primeiro senhor da Casa do Loureiro por volta de 1550. 


Meus avós



  Meu avô nasceu em 1880 e foi senhor da Casa do Loureiro, Casa do Paço e Casa do Souto, em Gavião.


Casa do Loureiro



  Na Casa do Loureiro nasceu meu pai, Abílio de Azevedo,onde passei muito tempo quando criança.

Abílio de Azevedo


Casa do Souto


Casa do Paço



   Da Casa do Paço, construção do séc.XVI, pouco resta dessa época.
   Nesta casa e na Casa do Loureiro viveu a descendência João Fernandes de Azevedo. 



Casa do Souto


      A Casa do Souto é a  minha residência  no Minho. 


Casa do Souto

Casa do Souto



Solar de Vilartão

Solar de Vilartão residência de Trás-os-Montes. 






domingo, 10 de março de 2013

O Solar de Vilartão. As viagens no princípio do séc.XX


                                                                                 


    As viagens de automóveis
    no princípio do séc.XX.
     
       Travels by car in principle séc.XX.


Bibioteca


Biblioteca


  Encontrei na biblioteca do solar revistas do princípio do século e numa delas, Ilustração Portuguesa, um artigo muito curioso: "Excursão Pelo Norte Do País. A 90 À Hora".

    I found in the library of the manor magazines of the beginning of the century and in one of them, “Ilustração Portuguesa”, an article very curious, "Tour By The North Of The Country, At 90 Km/h."



Revistas

Revistas

Revistas

       Trouxe-me à memoria a viagem da minha avó, Maria da Conceição, que fez  a França de automóvel, por volta de 1910.
     E como seria então viajar  de automóvel?
     Eis a transcrição de algumas partes desse artigo.

        It reminded me of a trip my grandmother, Maria da Conceição, made at that time to France, by car, in 1910.
     And how would it be to travel by car?
     Here's a transcript of some parts of that article.

    A excursão que se "fez por terras de Minho e Douro, Traz-os -Montes e Beiras, atravez de campos, veigas, pomares, vergeis, planicies, vales, matagaes, bosques, encostas, florestas, serranias, fontes, regatos e rios"

      The tour that was "made by lands of Minho and Douro, Traz-os-Montes and Beiras, through fields, plains, groves, orchards, plains, valleys, woods, hills, forests, mountains, springs, streams and rivers '



1911 Fore door Town Car of Kennedy Bros Taxi Dunedin


 1909 T Roadster with front doors and French headlights

Exemplos de automóveis da época, in
Model T Ford Club of New Zealand 


Maria da Conceição García Carvalho, minha avó

Em 1950, a Maria da Conceição com seu  filho  Abílio, meu pai
In 1950, Maria da Conceição with his son Abilio, my father


   "Privilegiada terra de prodígios" lê-se no artigo e acrescenta "não admira que os estrangeiros tanto a cubicem, porque só o vê-la desperta apetites estranhos, e que os seus naturaes tão desleixados sejam, porque a sua contemplação os traz em constante embriagamento!".

    "Privileged land of wonders" read in the article and adds "no wonder that foreigners envy it because only seeing it arouses strange appetites, and its naturals so sloppy be, because their contemplation brings them into constant drunkenness".

 First NZ sale June1909 to Alfred Booth, Carterton in
Model T Ford Club of New Zealand 

  Continuando lia-se "Estas filosóficas e austeras considerações ia eu  fazendo, uma destas manhãs, todo intangerido dentro d´um sobretudo que, apesar de grosso, não conseguia vedar a áspera neblina e a aragem fria e cortante que penetrava até aos ossos, arrebatado por um poderoso Minerva que o meu amigo António Casal queria obrigar a engolir distancias ..."

   Continuing read " I was doing these austere and philosophical considerations, one of these mornings, protected within an overcoat that, although thick, could not seal the rough fog and biting cold breeze that penetrated to the bones, caught by a powerful Minerva that my friend Antonio Casal wanted to force to swallow distances ... "


1910 Tourer in Te Aroha in
Model T Ford Club of New Zealand 

   "Não tentarei descrever tudo que vi... Seria tarefa difícil  quase impossível ... porque a vista , com uma velocidade, por vezes de 80 e 90 à hora, não pode surpreender pormenores... mas abranger apenas um conjunto de belezas esparsas, complexas formando depois a mente sínteses confusas, fortuitas, a que a fantasia vem dar ordem, nexo, unidade."


  " I did not try to describe all what I saw ... It would be a difficult task almost impossible ... because the view with a speed at times of 80 and 90 km, can not surprise the details ... but cover only a set of sparse beauties , complexes after forming in my mind confusing syntheses, fortuitous, to where fantasy comes to give order, reason, unity. "

   Mais adiante "quasi chegamos a perder a noção das coisas, e sentimos apenas que a nosso lado vão ficando, aqui e além caras estarrecidas de homens, mulheres e crianças.... e o olhar espantado dos animais traduzindo inquietação e receio..." 

   Later "almost got to lose track of things, and we felt that by our side dumbfounded faces of men, women and children are being left .... and the stare of animal translating restlessness and fear ..."




 1912Harry Lauder at Napier in
Model T Ford Club of New Zealand

  "Mas o maldito automóvel não para nunca. Sem piedade pelo meu físico, a esta hora totalmente aniquilado através  de estradas horríveis  desfaz-me, em solavancos, o amorável sonho  que vinha sonhando, através d´estas regiões de prodígio."

   "But the damn car never stops. With no mercy for my physical at this time totally annihilated through horrible roads, undoes me in bumps, the loving dream that I've been having, through these regions of prodigy."


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa.


    Portugal passou, no séc.XIX, por um período da sua história muito difícil. Nele o mais grave, foi a guerra civil, que opôs D. Miguel e seu irmão D. Pedro. 
D. Miguel
   D. Miguel, absolutista, representava os grupos sociais mais conservadores na sua maioria nobreza e clero, e D. Pedro, liberal, representava na sua maioria burgueses.

  Nessa época vivia em Vilartão  João Baptista Frias de Morais Soares, o sétimo morgado, governador do Castelo de Monforte, que apesar de nobre era um liberal.

João Baptista foi o 5.º tio avô de João Rey Malvar de Azevedo actual titular do Solar de Vilartão.



Castelo de Monforte

D. Pedro IV


João Rey de Azevedo

  Na mesma época  viveu em Guimarães e depois de casado em  Famalicão, Francisco José  de Azevedo  e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, 5.º avô de João Rey de Azevedo pela linha patrilínea.

  Francisco José de  Bragança foi um absolutista, acérrimo partidário de D. Miguel e sobrinho de José António Mendes da Silva de Meirelles e Bragança, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Major de Ordenanças de Guimarães.
  José António foi um partidário e amigo do Rei Dom Miguel, que o agraciou com a Real Efígie(por decreto publicado na Gazeta de Lisboa). Pode-se consultar a sua biografia aqui: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ant%C3%B3nio_Mendes_da_Silva_de_Meirelles_e_Bragan%C3%A7a

  As consequências da  guerra civil foram colossais para o país, mas mais gravosas para os absolutistas que a perderam e arcaram com a pesada lei das indemnizações que abriu caminho para o confisco geral dos seus bens  a favor dos liberais. O terror apoderou-se de meio País, que ora emigrou ou se escondeu durante anos em "sumiços", ou vegetou até à morte na miséria.

  Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, herda a Casa do Loureiro por doação de seu pai.


Casa do Loureiro



    Esta casa resistiu pela tenacidade e trabalho de meu avô, Manuel José de Azevedo, neto de Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança.

As geração seguintes "deixaram cair"  todos os apelidos de família,  conotados com os absolutistas, ficando apenas com o de Azevedo.
Assim seu filho chamou-se José Joaquim de Azevedo, meu bisavô.

Carta de Armas


Casa em Guimarães




Capela da Casa de Portuzelo

Pedra de Armas da Casa de Bragança
                                                                                     
Ruínas da Casa de Portuzelo e Capela (ao fundo)


  Casa de Portuzelo em Abação que foi dos pais de Francisco José de Bragança, 6.ºavôs de João Rey de Azevedo. Esta casa, hoje em ruínas, para quem os ventos novos da história não lhe foram favoráveis, foi outrora uma das principais casas agrícolas de todo o concelho de Guimarães.




Bibliografia:

Saraiva, José Hermano Saraiva, Historia de portugal, Publicações Europa e América, Lda., 3.ª edição 1993. 


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Solar de Vilartão. A descoberta da velha mina.


O Solar de Vilartão
A velha mina.

  Em Vilartão tudo se conta em séculos. É o caso de uma  velha mina.


Entrada da mina


  A velha mina era desconhecida porque estava coberta por um denso silvado, no pé de uma nogueira.
  Na  limpeza do pequeno bosque esta apareceu


Entrada da mina









  Rasgada no granito, quase da altura de um pessoa de estatura média.




    Pela escuridão da terra, ziguezagueando com a água a perder-se de vista.


   Na entrada da mina descortina-se debaixo da luz do sol de finais outono, as datas de 1889 e 1887.




   Presumo que 1887 é a data de inicio de construção da mina e 1889 data de fim de construção da mesma.


  Foi  construída no tempo do Comendador António José de Morais Soares, oitavo titular do Solar e do extinto Morgadio de Vilartão. 
  Comendador  da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa veio a falecer em agosto de 1895.



  Atualmente na décima segunda titularidade o solar e as terras do Solar de Vilartão  regressam lentamente para uma nova vida.