terça-feira, 2 de julho de 2013

O Solar de Vilartão. O Santo António de Picões.


Solar de Vilartão


O Solar de Vilartão tem duas capelas.
Uma junta ao solar, à sua frente, atualmente em obras (visível no lado esquerdo da imagem anterior), outra bem longe, no termo das terras do  extinto morgadio, em Picões.


Aldeia abandonada de Picões
A aldeia de Picões, atualmente abandonada, remonta ao período romano. Resiste ainda aí, de pé, a sua velha capela do inicio do séc.XVIII.

Casario da abandonada aldeia de Picões
Pode-se consultar sobre esta capela no post deste blog: 

Capela de Picões

Capela de Picões
Quebrando o silêncio daqueles vales, numa recente tarde de junho, uma pequena multidão surgiu, descendo o vale, depois de mais de uma década.
Era o dia de Santo António e todo aquele povo veio testemunhar a fé no seu Santo.  


A aguardar o início da missa


A celebração

Os devotos

Debaixo dos pórticos... 


                                               ... e o olhar das montanhas ao fundo


Beatriz Soares Ferreira e Beatriz Rey Soares Ferreira

Tudo se tornou possível graça à iniciativa e organização de duas Beatriz, netas da Beatriz Maria Morais Soares e ao convite aceite pelo pároco da nossa aldeia, Reverendo José Carlos Reigadas. 
  Para o próximo ano prometem mais e melhor.


Beatriz  Maria Morais Soares à direita na imagem

 Vale a pena recordar um extracto do que C. Alves, sob a designação de Carta de Lebução onde deixou registado no distante ano de 1914, um do festejo do dia do Santo António em Picões:




A referência feita no documento anterior a D. Beatriz é a Beatriz Maria Morais Soares.


 Bibliografia:

    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.  





terça-feira, 18 de junho de 2013

O Solar de Vilartão. O Séc. XIX e a Guerra Civil entre Liberais e Miguelistas.



Casa do Loureiro


  Na Casa do Loureiro existia um medidor de altura com o qual  nós primos  brincávamos quando éramos pequenos. 
  
  Este medidor de altura deve ter sido usado no recrutamento para a guerra civil, no tempo do meu 4.º tio avô, o major de ordenanças José António Bragança.
  Pode-se consultar sobre este partidário de D. Miguel em 

Não media mais que um metro e setenta e cinco centímetros de altura  a partir de um metro e cinquenta, numa época em que as pessoas em maioritariamente baixas.


Medidor de altura

  Atualmente, este medidor que não ultrapassa a minha altura está na Casa do Souto.

Pormenor do medidor


Pormenor do medidor 
Casa do Souto
  Pode-se ainda consultar o post: 

O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa.




sábado, 8 de junho de 2013

O Solar de Vilartão. A Casa do Souto em Gavião.





Casa do Loureiro

   Meu avô, Manuel José de Azevedo, neto de Francisco José de Azevedo Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança   tinha um avô muito distante, 12.º avô,  Diogo Lopes de Azevedo, 4.º Senhor de S. João de Rei que nasceu em 1430.


Meus Avós, Maria da Conceição  e  Manuel  José


  Meu avô nasceu em 1880 e foi senhor da Casa do Loureiro, Casa do Paço e Casa do Souto, em Gavião.

Casa do Loureiro 
  Na Casa do Loureiro nasceu meu pai, Abílio de Azevedo, e foi onde passei muito tempo quando criança.

Abílio de Azevedo

Casa do Paço
   Da Casa do Paço, construção do séc.XVI, pouco resta dessa época.
   Nesta casa e na Casa do Loureiro viveu a descendência de António de Azevedo, filho do  4.º Senhor de S. João de Rei.
   António de Azevedo foi desembargador do Paço e embaixador, e tio  de António de Azevedo Coutinho, embaixador do rei D. João III na  questão das Molucas. 












  • Foi o embaixador (procurador e conselheiro) de D. João III de Portugal. Enviado a Castela, em Saragoça 22.04.1529, onde o imperador Carlos V vendeu a posse das ilhas, mares e terra das Molucas, por trezentos e cinquenta mil ducados de ouro.

  • 18.10.1528
    O rei D. João III confere plenos poderes a António de Azevedo Coutinho, embaixador em Castela, para tratar com Carlos V a questão das Molucas.



Casa do Souto
    A Casa do Souto é a  minha residência  quando estou no Minho. 

Casa do Souto

Casa do Souto


Casa do Souto


Casa do Souto


Casa do Souto


Casa do Souto


Casa do Souto

Casa do Souto


Casa do Souto

Casa do Souto

domingo, 10 de março de 2013

O Solar de Vilartão. As viagens no princípio do séc.XX



    As viagens de automóveis
    no princípio do séc.XX.
     
       Travels by car in principle séc.XX.




  Encontrei na biblioteca do Solar revistas do princípio do século e numa delas, Ilustração Portuguesa, um artigo muito curioso: "Excursão Pelo Norte Do País. A 90 À Hora".

    I found in the library of the manor magazines of the beginning of the century and in one of them, “Ilustração Portuguesa”, an article very curious, "Tour By The North Of The Country, At 90 Km/h."







Algumas das revistas da "Ilustração Portuguesa"
Some of the magazines of " Ilustração Portuguesa "
       Trouxe-me à memoria a viagem da minha avó, Maria da Conceição, que fez  a França, por essa altura de automóvel, em 1910.
     E como seria então viajar  de automóvel?
     Eis a transcrição de algumas partes desse artigo.   

        It reminded me of a trip my grandmother, Maria da Conceição, made at that time to France, by car, in 1910.
     And how would it be to travel by car?
     Here's a transcript of some parts of that article.

    A excursão que se "fez por terras de Minho e Douro, Traz-os -Montes e Beiras, atravez de campos, veigas, pomares, vergeis, planicies, vales, matagaes, bosques, encostas, florestas, serranias, fontes, regatos e rios"  

      The tour that was "made by lands of Minho and Douro, Traz-os-Montes and Beiras, through fields, plains, groves, orchards, plains, valleys, woods, hills, forests, mountains, springs, streams and rivers '



Maria da Conceição García Carvalho

Em 1950, a Maria da Conceição com seu  filho  Abílio, meu pai
In 1950, Maria da Conceição with his son Abilio, my father 

   "Privilegiada terra de prodígios" lê-se no artigo e acrescenta "não admira que os estrangeiros tanto a cubicem, porque só o vê-la desperta apetites estranhos, e que os seus naturaes tão desleixados sejam, porque a sua contemplação os traz em constante embriagamento!".

    "Privileged land of wonders" read in the article and adds "no wonder that foreigners envy it because only seeing it arouses strange appetites, and its naturals so sloppy be, because their contemplation brings them into constant drunkenness".




  Continuando lia-se "Estas filosóficas e austeras considerações ia eu  fazendo, uma destas manhãs, todo intangerido dentro d´um sobretudo que, apesar de grosso, não conseguia vedar a áspera neblina e a aragem fria e cortante que penetrava até aos ossos, arrebatado por um poderoso Minerva que o meu amigo António Casal queria obrigar a engolir distancias ..."

   Continuing read " I was doing these austere and philosophical considerations, one of these mornings, protected within an overcoat that, although thick, could not seal the rough fog and biting cold breeze that penetrated to the bones, caught by a powerful Minerva that my friend Antonio Casal wanted to force to swallow distances ... "



   "Não tentarei descrever tudo que vi... Seria tarefa difícil  quase impossível ... porque a vista , com uma velocidade, por vezes de 80 e 90 à hora, não pode surpreender pormenores... mas abranger apenas um conjunto de belezas esparsas, complexas formando depois a mente sínteses confusas, fortuitas, a que a fantasia vem dar ordem, nexo, unidade."

  " I did not try to describe all what I saw ... It would be a difficult task almost impossible ... because the view with a speed at times of 80 and 90 km, can not surprise the details ... but cover only a set of sparse beauties , complexes after forming in my mind confusing syntheses, fortuitous, to where fantasy comes to give order, reason, unity. "

   Mais adiante "quasi chegamos a perder a noção das coisas, e sentimos apenas que a nosso lado vão ficando, aqui e além caras estarrecidas de homens, mulheres e crianças.... e o olhar espantado dos animais traduzindo inquietação e receio..." 

   Later "almost got to lose track of things, and we felt that by our side dumbfounded faces of men, women and children are being left .... and the stare of animal translating restlessness and fear ..."



  "Mas o maldito automóvel não para nunca. Sem piedade pelo meu físico, a esta hora totalmente aniquilado através  de estradas horríveis  desfaz-me, em solavancos, o amorável sonho  que vinha sonhando, através d´estas regiões de prodígio."

   "But the damn car never stops. With no mercy for my physical at this time totally annihilated through horrible roads, undoes me in bumps, the loving dream that I've been having, through these regions of prodigy."