sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O renascer. Visitas ao Solar de Vilartão: Luís Montalvão.

   
     Visitas ilustres.

    No passado, pelo Solar de Vilartão passaram pessoas ilustres,  o que irá  ser objecto de divulgação, pelo lado curioso e também atendendo a algum interesse para a história local. 
    Para a sua consecução servirá o arquivo da casa e  os abundantes testemunhos orais ainda existentes.  
   Nos tempos mais recentes, depois das obras de reconstrução, o solar voltou a ser palco. 
   De todas as visitas não posso deixar de registar a visita de um verdadeiro transmontano, representativo da verdadeira fidalguia portuguesa, Luís Montalvão.
  Com um ramo familiar comum, os Morais Sarmentos, Luís Montalvão é ainda parente dos Morais Soares.
   Foi com grande gratidão que eu e a minha esposa  recebemos o Luís Montalvão, bem  como seus dois filhos, Carminho e Henrique, nas últimas férias de verão.


   Uma foto para a posteridade.





2 comentários:

  1. Caro Joaquim

    Mal consigo caber em mim de tanta vaidade!!

    Na verdade, eu é que agradeço publicamente o acolhimento generoso, uma característica das gentes do Norte, de que eu e os meus filhos fomos objecto. Mas não foi a só a culinária muito portuguesa da sua mulher, que nos encantou, foi também a visita a um museu vivo, construído a partir de uma ruína.

    O seu blog não consegue ainda transmitir o trabalho imenso que fez, de levantar uma ruína, recupera-la com respeito e ainda mobila-la de forma adequada ao espírito da casa. Aprendi imenso com essa visita e julgo que os meus filhos guardarão memoria desta casa e das nossas conversas.

    O meu filho está numa fase contestatária, como é natural na sua idade e esta visita ajudou-o a perceber ao vivo algumas das ideias abstractas que tento transmitir-lhe, como o gosto pela arte, o valor da tradição ou que na vida pode optar-se entre comprar-se um Mercedes, fazer-se férias na Quinta do Lago ou meter-se numa aventura louca de recuperar uma casa com história. A minha filha também já vai percebendo estas ideias.

    Obrigado e um bem haja

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  2. A par do recheio tão adequado e verdadeiro com que preencheu este seu espaço, em resposta à arquitectura de interiores, magnífica, e que respeita o espírito que presidiu à construção original do edifício (é um prazer verificar que o gosto e o respeito pelo passado ainda não desapareceram de Portugal), há o prazer acrescido de o ver preenchido, pois qualquer edifício, por melhor que seja, nunca estará completo se não lhe for concedida a sua função primordial, o de albergar gente!
    Quantas casas de aparato, solares, palácios ou castelos visito e sinto que, apesar de primorosamente reconstruídos e conservados, lhes falta a alma da ocupação humana.
    É bom sabê-los a recato da degradação, mas o facto de não serem habitados retira-lhes o encanto especial de serem "casas com alma"!
    Um bem haja pela seu esforço e por ter transformado um monte de ruínas numa "casa com alma".

    Foi motivo de satisfação igualmente o dar-me conta do espírito aberto e generoso de quem o habita, pois receberam de forma tão calorosa os nossos amigos Luís Montalvão e filhos, Henrique e Maria do Carmo.

    Um bem hajam por manterem o espírito anfitrião e de generosidade que sempre foi apanágio dos portugueses, entre os quais, e com isto não quero ultrapassar nenhum, quero salientar especialmente os da zona rural que tão esquecidos sempre estiveram.

    Quem dera que haja vontade e mais exemplos como o seu, pois pessoas com ideias e empreendimento ainda é possível encontrar.
    Mais uma vez, um bem hajam!

    Manel

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