terça-feira, 18 de outubro de 2011

O renascer. Vilartão no Dicionário de Pinho Leal.

   
  Pinho Leal e Vilartão 


    Encontrei Vilartão no dicionário "Portugal Antigo e Moderno" de Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho Leal.


   Numa 1ª edição de 1873 publica-se:




  Sobre a Freguesia de Bouçoães.

 
            Sobre a aldeia de Vilartão.




            
            Sobre Pinho Leal.
   
   O que é certo é que nasceu em 1816 e o seu nome fica para a posteridade sobretudo como um perseverante investigador (eu diria um detective) e estudioso da realidade do Portugal de oitocentos, da sua história, a grande mas por vezes também a “pequena”, as lendas, os mitos, os usos e costumes das populações, as instituições, os monumentos, a onomástica e a toponímia e muitas outras realidades, compiladas em 18 volumes sob o título, extenso e poético, “Portugal antigo e moderno, diccionário geográphico, estatístico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguesias de Portugal e grande número de aldeias”, publicados a partir de 1873. Miguelista convicto e aventureiro impenitente...
   Retirado de:
http://valedejaneiro.blogspot.com/2009/10/uma-pequena-nota-biografica-sobre-pinho.html

   Em 1873 retirou-se para Lisboa, a fim de acompanhar de perto a publicação da sua obra a que deu o nome de Portugal Antigo e Moderno, o que só foi possível graças à influência de Camilo Castelo Branco e à boa vontade do seu editor e amigo Mattos Moreira. Aquando da publicação do X Volume, caiu gravemente doente e retirou-se para o Porto. Veio a falecer já viúvo, no nº 393 da Rua de Serralves, Lordelo do Ouro, a 2 de Janeiro de 1884.
  Teve um funeral pomposo, apesar de ter morrido quase pobre, como a maioria dos grandes escritores portugueses. Ia engalanado com banda e a medalha da antiga Sociedade dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses, e vestido com a farda de alferes do extinto Batalhão de Caçadores 3, da Beira Baixa, em que havia militado. Depois de conduzido em carro fúnebre, tirado por duas parelhas, até à igreja matriz de Lordelo do Ouro, que estava literalmente coberta de crepes, teve aí pomposas exéquias e, em seguida, foi levado para o respectivo cemitério paroquial, onde foi provisoriamente depositado, na sepultura da família do seu senhorio e amigo Manuel Ferreira de Carvalho. O seu cadáver foi acompanhado desde casa até à igreja e desta ao cemitério pela banda marcial de Caçadores 9.

   Como se pode verificar Pinho Leal, um Miguelista convicto, ignora o Morgadio de Vilartão.
   Recorde-se que o último, o septimo Morgado de Vilartão, João Baptista Frias de Morais Soares que faleceu em maio de 1874, era um liberal.



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