sábado, 15 de setembro de 2012

O Solar de Vilartão . A época romana. Epigrafia Latina.


  O Solar de Vilartão. A época romana.


  A invasão romana da Península Ibérica iniciou-se no séc.III a.C. 
  A partir de 19 a.C., as legiões ocuparam a região norte peninsular, mais inóspita, ocupada por povos cântabros e astures.


  O domínio romano foi possível devido à existência de uma grandiosa rede viária. Sem as estradas não teriam sido possíveis as movimentações das legiões dos exércitos romanos.



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                             aldeiashistoricas.wordpress.com
   
   

  No itinerário Antonino (roteiro das vias do império romano) a via XVII, a estrada Braga a Astorga, a partir de Chaves tinha duas alternativas para chegar a Castro de Avelãs (Bragança).


  Um variante sul, mais recente, que passava por Valpaços e atravessava o rio Rabaçal na ponte de  Valtelhas. 


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                                              viasromanas.planetaclix.pt

    No variante Norte, mais antigo, por Vinhais, passava por Vilartão, descia a Picões e atravessava aí o rio Rabaçal. 



Edificado  branco, extenção do séc.XVII.

 No séc.XVII foi prolongado o edifício para além de uma construção velhíssima já existente, dando continuidade à frente do edifício.



À direita acesso a um espaço de utilização não identificado
   Ao fundo porta de acesso à copa da cozinha, construída no séc.XVII.
   À direita, porta de acesso a um espaço que surge depois do aumento do edifício e  recentemente  utilizado como garrafeira, mas  cuja utilização é desconhecida.


Porta rasgada
    Na porta rasgada no Séc.XVII sugiu no topo de uma pedra algo que a cal cobria.



Anterior à lavagem.


Depois da lavagem
   Tornou-se difícil a leitura da foto onde foi utilizada luz sem orientação.













Foto rodada
             O que poderá significar?



            Terão as outras pedras nos topos o restante do texto? 

Bibliografia.
Ferreira, Aline, Os Caminhos da Memória. Freguesia de Bouçoães. 
Valpaços, Gráfica de Coimbra 2, 2012.
Maciel, Tarcisio e Maciel, Manuel, Estradas Romanas  No Território De Vinhais,C.M. de Vinhais,2004.

5 comentários:

  1. Joaquim

    Mas que achado interessante!!!!!

    A Pedra também me parece romana, mas não a consegui ler.

    As lápides mais comuns são as funerárias e essa começam ser por D. M. (aos Deus Manes).

    Também existem os miliários.

    Eu faria uma pesquisa na net por epigrafia latina para ver se reconhecia algumas palavras ou letras ou então telefonava para o museu Municipal de Chaves.

    Um abraço e parabéns pelo achado

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  2. Olá Luís!

    É de facto muito curioso.
    Não sei mesmo o que é. Vou seguir a sua sugestão.
    Obrigado pela visita e um grande abraço.

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  3. Não deixe de dar conta dos avanços das suas investigações. eu fiquei com a pulga atrás da orelha

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  4. Caro Joaquim,

    Também seguiria as indicações do Luis e tentava contactar arqueólogos no sentido de tentar perceber de que se trata.

    Pelas fotografias que apresenta, inclino-me para um marco miliário. Não me parece uma estela funerária, o que não quer dizer que não se possa tratar de um fragmento adaptado às necessidades de compor uma abertura na parede.
    É certo que de uma maneira geral o marcos miliários distribuidos pelas vias romanas apresentam-se como monólitos cilíndricos, epigrafados. Neste caso parece-se que terá sido talhado e desbastado de modo a formar um dos blocos da umbreira, daí que surjam apenas algumas letras, sem ser possível perceber palavras.

    Boa sorte

    Abraço
    C.

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  5. Caro C.

    Obrigado pelo seu comentário.
    Brevemente, irei apresentar num próximo blog mais fotos sobre estes espaços, com situações que me deixam muitas interrogações.

    Abraço

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