O Solar de Vilartão. A época romana.
A invasão romana da Península Ibérica iniciou-se no séc.III a.C.
A partir de 19 a.C., as legiões ocuparam a região norte peninsular, mais inóspita, ocupada por povos cântabros e astures.
O domínio romano foi possível devido à existência de uma grandiosa rede viária. Sem as estradas não teriam sido possíveis as movimentações das legiões dos exércitos romanos.
No itinerário Antonino (roteiro das vias do império romano) a via XVII, a estrada Braga a Astorga, a partir de Chaves tinha duas alternativas para chegar a Castro de Avelãs (Bragança).
Um variante sul, mais recente, que passava por Valpaços e atravessava o rio Rabaçal na ponte de Valtelhas.
No variante Norte, mais antigo, por Vinhais, passava por Vilartão, descia a Picões e atravessava aí o rio Rabaçal.
Na porta de passagem surgiu na face de uma pedra que a cal cobriu...
Tornou-se difícil a leitura da foto com luz sem orientação.
O que poderá significar?
As outras pedras têm o texto restante?
Bibliografia.
Ferreira, Aline, Os Caminhos da Memória. Freguesia de Bouçoães.
Valpaços, Gráfica de Coimbra 2, 2012.
Maciel, Tarcisio e Maciel, Manuel, Estradas Romanas No Território De Vinhais,C.M. de Vinhais,2004.
No variante Norte, mais antigo, por Vinhais, passava por Vilartão, descia a Picões e atravessava aí o rio Rabaçal.
| Edificado branco, extenção do séc.XVII.
O solar de Vilartão, no séc.XVII foi prolongado, dando continuidade à frente do edifício.
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| À direita porta de acesso a um espaço de utilização desconhecida. |
Ao fundo porta de acesso à copa da cozinha, construída no séc.XVII.
À direita, porta de acesso a um espaço que recentemente é utilizado como garrafeira.
| Porta rasgada |
| Anterior à lavagem. |
| Depois da lavagem |
| Foto rodada |
As outras pedras têm o texto restante?
Bibliografia.
Ferreira, Aline, Os Caminhos da Memória. Freguesia de Bouçoães.
Valpaços, Gráfica de Coimbra 2, 2012.
Maciel, Tarcisio e Maciel, Manuel, Estradas Romanas No Território De Vinhais,C.M. de Vinhais,2004.
Joaquim
ResponderEliminarMas que achado interessante!!!!!
A Pedra também me parece romana, mas não a consegui ler.
As lápides mais comuns são as funerárias e essa começam ser por D. M. (aos Deus Manes).
Também existem os miliários.
Eu faria uma pesquisa na net por epigrafia latina para ver se reconhecia algumas palavras ou letras ou então telefonava para o museu Municipal de Chaves.
Um abraço e parabéns pelo achado
Olá Luís!
ResponderEliminarÉ de facto muito curioso.
Não sei mesmo o que é. Vou seguir a sua sugestão.
Obrigado pela visita e um grande abraço.
Não deixe de dar conta dos avanços das suas investigações. eu fiquei com a pulga atrás da orelha
ResponderEliminarCaro Joaquim,
ResponderEliminarTambém seguiria as indicações do Luis e tentava contactar arqueólogos no sentido de tentar perceber de que se trata.
Pelas fotografias que apresenta, inclino-me para um marco miliário. Não me parece uma estela funerária, o que não quer dizer que não se possa tratar de um fragmento adaptado às necessidades de compor uma abertura na parede.
É certo que de uma maneira geral o marcos miliários distribuidos pelas vias romanas apresentam-se como monólitos cilíndricos, epigrafados. Neste caso parece-se que terá sido talhado e desbastado de modo a formar um dos blocos da umbreira, daí que surjam apenas algumas letras, sem ser possível perceber palavras.
Boa sorte
Abraço
C.
Caro C.
ResponderEliminarObrigado pelo seu comentário.
Brevemente, irei apresentar num próximo blog mais fotos sobre estes espaços, com situações que me deixam muitas interrogações.
Abraço