quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Solar de Vilartão. As terras do morgadio.

 O Solar de Vilartão.
 As terras do morgadio.




    O morgadio foi instituído em Vilartão no inicio  séc.XVII. Em 1644, foi edificada a capela  por Álvaro de Morais Soares.
   Álvaro era filho de Aleixo Gonçalves Soares e de D. Helena de Góis, filha ou neta  de D. Francisco Cadorniga Soares da casa dos Marqueses de Mesquita, da Galiza.



   Sobre a criação do morgadio diz o Abade de Baçal: "Instituiu um morgadio, em Vilartão, dos melhores da província de Trás-os-Montes e nomeou para administrador  seu sobrinho Pedro Aires  Soares Machado, governador de Monforte." 

Castelo de Monforte de Rio Livre


Castelo de Monforte de Rio Livre

  A extensão das terras do morgadio era imensa e estendia-se por duas aldeias: Vilartão e Picões.
  Atualmente, as terras do antigo morgadio estão  restritas a uns escassos vinte hectares que se estendem do solar, por um vale, até a uma linha de água.




    Logo no topo das terras é possível ver um antigo pombal entre outras edificações.




  Conhecedor como ninguém dos limites das terras o Sr. Armando prontificou-se generosamente em esclarecer as extremas das terras. 




   Depois, com longas caminhadas foram-se conhecendo melhor as terras, e bonitas paisagens foram surgindo e a paixão também.






   Não foi possível desde então pensar na sua exploração, pois o solar estava em ruína e obrigava a uma atenção especial.






    Bibliografia:
     Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      
     Alves, Francisco Manuel, Abade de Baçal, Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, TomoVI.




6 comentários:

  1. Ó Joaquim, adorei o pombal. Que arquitectura fantástica. o seu interior é lindo. Recordou-me um forno de cal que vi no Alentejo. Será sem dúvida uma coisa a conservar.

    Um abraço e felicidades nessa vida de agricultor, que é sem dúvida uma boa opção, nesta época em que o país parece estar a esboroar-se por todos os lados.

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  2. Olá Luís
    Obrigado pelas suas encorajadoras palavras.
    Interrogo-me muitas a onde me levará esta paixão.
    Não sei, mas sei que me está a dar muita vida.

    Um abraço

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  3. Olá Joaquim
    sabe que de certa forma invejo-o: tem aí muito trabalho pela frente, mas é livre e dono do seu tempo.
    Parece um local muito bonito.
    Felicidades nessa nova etapa da vida.
    Um abraço

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  4. Olá Isabel
    Obrigado pelo seu apoio.
    Sinto também que é o meu contributo para ajudar o nosso país.
    Um abraço

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  5. Parabéns pela opção e pelos novos caminhos, pois durante estas últimas décadas assistiu-se à morte lenta, ainda que anunciada, de toda a produção rural, face a catastróficas políticas da comunidade europeia e dos seus países que, com interesses em que ficassemos cada vez mais dependentes do exterior, trataram de nos calar com dinheiros a fundo perdido para que desmantelássemos todo o nosso setor primário.
    E Portugal, cativo do dinheiro com que nos enchiam as algibeiras, deixou! Só que o dinheiro vai-se e perde-se rapidamente, enquanto o setor primário, esse só a grande custo voltará a renascer.
    Creio, no entanto, que o futuro reside neste regresso às origens e à produção básica de alimentos a partir do cultivo da terra.
    Esse pombal é uma peça de arquitetura fora de série. Merece ser colocado em uso, pois era uma fonte de alimento substancial. Hoje já não conheço ninguém que coma borrachos, se bem que me lembro que o fizeram em tempos, na minha casa de família, próximo de Pombal.
    Os melhores auspícios para essa nova fase da sua vida, que eu também gostaria que fosse a minha, mas não terei essa hipótese tão cedo.
    Manel

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  6. Olá Manel

    É uma honra a sua visita e uma mais-valia o seu comentário.
    Ganhei confiança em mim com o restauro do solar que estava em ruína e agora estou convicto que vou conseguir o mesmo com o amanho das terras.
    Foi muito complicado devolver a grandeza perdida a uma antiga grande casa senhorial. Foram precisas soluções engenhosas, mas acima de tudo com orçamentos muito baixos e exequíveis com elevados resultados.
    Com as terras o desafio é idêntico e penso proceder da mesma forma.
    Sempre fui pela vida fora muito seduzido por projetos que eram marcados pelo vazio ou muito próximo disso. Para os Árabes inventores do Zero, era este um vazio cheio, e foi de facto uma verdadeira revolução.
    Porque venho de uma área profissional muito diferente sei que isso será uma vez mais uma mais-valia, ou um vazio cheio, quando corretamente colocado.
    Quanto ao pombal para mim ele tem uma carga simbólica muito elevada. Sabia que os pombos desapareceram do nosso interior e o território ficou desertificado e migraram estes para as grandes cidades do litoral provocando sérios riscos ambientais?
    Perdoou-me esta arrazoada mas prometo postar brevemente sobre os pombais e como penso fazer a reconstrução e reabilitação destes, uma vez mais, LIVRE DE SUBSÍDIOS.
    Um abraço.

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