Portugal passou, no séc.XIX, por um período da sua história muito difícil. Nele o mais grave, foi a guerra civil, que opôs D. Miguel e seu irmão D. Pedro.
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| D. Miguel |
Nessa época vivia em Vilartão João Baptista Frias de Morais Soares, o sétimo morgado, governador do Castelo de Monforte, que apesar de nobre era um liberal.
João Baptista foi o 5.º tio avô de João Rey Malvar de Azevedo actual titular do Solar de Vilartão.
| Castelo de Monforte |
| D. Pedro IV |
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| João Rey de Azevedo |
Na mesma época viveu em Guimarães e depois de casado em Famalicão, Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, 5.º avô de João Rey de Azevedo pela linha patrilínea.
Francisco José de Bragança foi um absolutista, acérrimo partidário de D. Miguel e sobrinho de José António Mendes da Silva de Meirelles e Bragança, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Major de Ordenanças de Guimarães.
José António foi um partidário e amigo do Rei Dom Miguel, que o agraciou com a Real Efígie(por decreto publicado na Gazeta de Lisboa). Pode-se consultar a sua biografia aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ant%C3%B3nio_Mendes_da_Silva_de_Meirelles_e_Bragan%C3%A7a
As consequências da guerra civil foram colossais para o país, mas mais gravosas para os absolutistas que a perderam e arcaram com a pesada lei das indemnizações que abriu caminho para o confisco geral dos seus bens a favor dos liberais. O terror apoderou-se de meio País, que ora emigrou ou se escondeu durante anos em "sumiços", ou vegetou até à morte na miséria.
Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, herda a Casa do Loureiro por doação de seu pai.
| Casa do Loureiro |
Esta casa resistiu pela tenacidade e trabalho de meu avô, Manuel José de Azevedo, neto de Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança.
As geração seguintes "deixaram cair" todos os apelidos de família, conotados com os absolutistas, ficando apenas com o de Azevedo.
Assim seu filho chamou-se José Joaquim de Azevedo, meu bisavô.
| Ruínas da Casa de Portuzelo e Capela (ao fundo) |
Bibliografia:
Saraiva, José Hermano Saraiva, Historia de portugal, Publicações Europa e América, Lda., 3.ª edição 1993.


