segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa.


    Portugal passou, no séc.XIX, por um período da sua história muito difícil. Nele o mais grave, foi a guerra civil, que opôs D. Miguel e seu irmão D. Pedro. 
D. Miguel
   D. Miguel, absolutista, representava os grupos sociais mais conservadores na sua maioria nobreza e clero, e D. Pedro, liberal, representava na sua maioria burgueses.

  Nessa época vivia em Vilartão  João Baptista Frias de Morais Soares, o sétimo morgado, governador do Castelo de Monforte, que apesar de nobre era um liberal.

João Baptista foi o 5.º tio avô de João Rey Malvar de Azevedo actual titular do Solar de Vilartão.



Castelo de Monforte

D. Pedro IV


João Rey de Azevedo

  Na mesma época  viveu em Guimarães e depois de casado em  Famalicão, Francisco José  de Azevedo  e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, 5.º avô de João Rey de Azevedo pela linha patrilínea.

  Francisco José de  Bragança foi um absolutista, acérrimo partidário de D. Miguel e sobrinho de José António Mendes da Silva de Meirelles e Bragança, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Major de Ordenanças de Guimarães.
  José António foi um partidário e amigo do Rei Dom Miguel, que o agraciou com a Real Efígie(por decreto publicado na Gazeta de Lisboa). Pode-se consultar a sua biografia aqui: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ant%C3%B3nio_Mendes_da_Silva_de_Meirelles_e_Bragan%C3%A7a

  As consequências da  guerra civil foram colossais para o país, mas mais gravosas para os absolutistas que a perderam e arcaram com a pesada lei das indemnizações que abriu caminho para o confisco geral dos seus bens  a favor dos liberais. O terror apoderou-se de meio País, que ora emigrou ou se escondeu durante anos em "sumiços", ou vegetou até à morte na miséria.

  Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança, herda a Casa do Loureiro por doação de seu pai.


Casa do Loureiro



    Esta casa resistiu pela tenacidade e trabalho de meu avô, Manuel José de Azevedo, neto de Francisco José de Azevedo e Costa Meireles Nogueira Fayão de Bragança.

As geração seguintes "deixaram cair"  todos os apelidos de família,  conotados com os absolutistas, ficando apenas com o de Azevedo.
Assim seu filho chamou-se José Joaquim de Azevedo, meu bisavô.

Carta de Armas


Casa em Guimarães




Capela da Casa de Portuzelo

Pedra de Armas da Casa de Bragança
                                                                                     
Ruínas da Casa de Portuzelo e Capela (ao fundo)


  Casa de Portuzelo em Abação que foi dos pais de Francisco José de Bragança, 6.ºavôs de João Rey de Azevedo. Esta casa, hoje em ruínas, para quem os ventos novos da história não lhe foram favoráveis, foi outrora uma das principais casas agrícolas de todo o concelho de Guimarães.




Bibliografia:

Saraiva, José Hermano Saraiva, Historia de portugal, Publicações Europa e América, Lda., 3.ª edição 1993. 


2 comentários:

  1. Que bonita a casa do Loureiro em Famalicão. Apresenta uma arquitectura muito típica de todo o Norte e que me recorda sempre a infância.

    Um abraço

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  2. Olá Luís

    Acabei de chegar de Vilartão, onde estive a limpar umas terras para uma plantação de castanheiros.
    Na sexta-feira estive em Vinhais e passei pelo solar da Corujeira.
    A casa do Loureiro era uma casa do séc. XVIII em que o meu avô, no início do séc.XX, resolveu acrescentar o chalé muito ao gosto da época.

    Um abraço

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