terça-feira, 18 de junho de 2013

O Solar de Vilartão. O Séc. XIX e a Guerra Civil entre Liberais e Miguelistas.



Casa do Loureiro




  Na Casa do Loureiro existia um medidor de altura com o qual  nós primos  brincávamos quando éramos pequenos. 
  
  Este medidor de altura deve ter sido usado no recrutamento para a guerra civil, no tempo do meu 4.º tio avô, o major de ordenanças José António Bragança.
  Pode-se consultar sobre este partidário de D. Miguel em 
Não media mais que um metro e setenta e cinco centímetros de altura  a partir de um metro e cinquenta, numa época em que as pessoas em maioritariamente baixas.



Medidor de altura

Pormenor do medidor

  Atualmente, este medidor que não ultrapassa a minha altura está na Casa do Souto.

Casa do Souto

  Pode-se ainda consultar o post: 

O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa.




6 comentários:

  1. Esse medidor é uma peça muito curiosa e creio que nos meus primeiros bilhetes de identidade fui medido com uma peça que não andaria muito longe dessa.
    Mas, durante a minha infância, fui sendo medido nas várias paredes dos quartos (para me convencerem a comer, pois tinha uma alimentação difícil), nas várias casas que fui ocupando ao longo da minha infância, e, imperetrivelmente lá iam aparecendo as marcas que se iam acumulando com maior ou menor quantidade, dependendo do tempo que passava em cada uma delas; se fosse possível acumulá-las numa única parede construiria a história da minha infância.
    Mas o que eu gosto mesmo é das porcelanas que se dispõem por detrás do medidor! Fiquei com os olhos pregados nelas! Lindíssimas!
    Para não falar da arca vetusta que me encanta. Esta peça é linda de se ficar em contemplação!
    Para não falar da cadeira de pregaria e couro trabalhado, típica do século XVII.
    Os meus parabéns pelas peças que me permitiu ver e que não deixam de me encantar
    Manel

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  2. Caro Manel

    Agradeço muito seu generoso comentário.
    O gosto pelo coleccionismo é uma herança familiar. Em breve, irei fazer um post sobre este gosto pelo colecionismo.

    Um grande abraço

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  3. Caro Sr. Joaquim: Parece que em Vilartão a guerra foi memo fratricida... Não só entre os irmãos pelo trono, como entre familiares próximos de Vossa casa. Opondo o 7ºMorgado, pelo lado liberal, ao parente, penso que por casamento, o Major José Antº de Bragança, pelo lado do Usurpador. O site que indica na Wikipedia, não fornece parentesco. Se me pudesse esclarecer, muito me ajudaria na pesquisa que atualmente desenvolvo.
    Atenciosamente,
    Helder Paraná Do Coutto.

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  4. Caro Helder Do Couto

    Duas Famílias muito antigas, Morais Soares e a de Azevedo voltaram-se a encontrar em Vilartão após 200 anos com o meu casamento com a minha mulher, Ângela(Morais)Soares Ferreira.
    Foi então na época das invasões francesas que se cruzaram por casamento estas duas Famílias, pela penúltima vez.
    Não disponho atualmente de mais investigação para encontrar outros casamentos anteriores. É muito possível que existam apesar de pertencerem a regiões diferentes do país: Trás-os-Montes(Morais Soares) e Minho (de Azevedo).
    O meu interesse pela genealogia é muito recente mas acho interessante.
    No período mais recente da nossa história, guerra civil, as duas Famílias encontravam-se em campos políticos opostos.
    Pela informação que disponho foi muito mais fratricida no Minho do que em Trás-os-Montes embora Chaves e Monforte com posições Liberais num meio ultra conservador.
    Recordo que o último governador de Monforte foi o 7.ºMorgado de Vilartão

    Atenciosamente
    Joaquim de Azevedo

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    1. Caro Sr. Joaquim Malvar Azevedo:
      Antes de tudo, muito grato pela Vossa disponibilidade em responder-me. Fico triste que não tenha os dados relativos ao parentesco entre os dois opositores na guerra civil- o 7º Morgado de Vilartão e o Major Bragança, que penso ser seu genro. Evidentemente sem esta confirmação não os posso incluir no livro que estou escrevendo sobre o período.
      Atenciosamente,
      Helder Do Coutto.

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  5. Caro Helder Do Couto

    Lamento a confusão estabelecida.
    Neste post na parte final remete para outro:
    "O Solar de Vilartão. O séc.XIX e a Guerra Civil Portuguesa" que ajudará a esclarecer.

    Atenciosamente
    Joaquim de Azevedo

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