sábado, 14 de maio de 2011

O Dr. Armando Morais Soares



Armando Eusébio de Morais Soares

Fotografia de Armando Eusébio de Morais Soares, na capa de um livro sobre a sua vida.Nasceu em Vilartão, concelho de Valpaços, em 11 de Março de 1902. Instalado na "República Transmontana" em Coimbra, onde se licencia em Medicina em 1928. Em Coimbra, distinguiu-se pela muita solidariedade e ajuda aos que precisavam.
Filho de uma família abastada, regressa ao torrão natal encetando uma longa vida de apostolado filantropo e humanitário, exercendo a medicina gratuita, sem nunca ter cobrado um centavo aos seus pacientes, embora tivesse, muitas vezes, de se deslocar aos domicílios, primeiro a pé e a cavalo e depois de automóvel. Ia, de noite e de dia, correndo riscos, por uma vasta área, num raio de 30 quilómetros, até Sendim, Rebordelo (Vinhais), Aguieiras, Vilar de Ouro (Mirandela), Cimo de Vila da Castanheira (Chaves), Santa Valha e Sonim (Valpaços). Foi apelidado de "último Doutor João Semana", porque para além de servir gratuitamente ricos e pobres, ainda dava medicamentos aos mais necessitados.
A sua grande amizade, desde Coimbra, com Gonçalves Rapazote, leva-o a gozar de uma imunidade que lhe permitiu albergar, em sua casa, republicanos espanhóis que fugiam dos franquistas durante a Guerra Civil de Espanha, e de muitos comunistas portugueses, durante a ditadura de Oliveira Salazar, quando se sentiam acossados pela PIDE. Paradoxalmente, após o 25 de Abril de 1974, é o mesmo Gonçalves Rapazote, ex-Ministro do Interior, fugido aos "desmandos revolucionários", que lhe pede refúgio. Obviamente, um coração tão grande e tão generoso, não podia negar a protecção do seu maior amigo, que lhe aparece, sem passaporte e sem dinheiro. Conduziu-o à Fronteira de Travancas/Arsádicos.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Valpaços e em 10 de Outubro de 1990, o Presidente deste município, Francisco Tavares, promoveu-lhe sentida e justa homenagem, entregando-lhe a Medalha de Prata Municipal.
Faleceu no dia 22 de Março de 1998.
Baseado neste artigo e neste
Consultados em 20 de Junho de 2010


Fonte: Extraído de Valpaços on line
Consultado em 18 de Junho de 2010

O Castelo de Monforte de Rio Livre.

   O último governador do Castelo de Monforte de Rio Livre foi, o último Morgado de Vilartão, João Baptista Frias de Morais Soares.
   Nasceu em 1791 e foi morador em Vilartão, termo das terras de Monforte de Rio Livre. 
   Em 1834 era administrador do Castelo de Monforte vindo a  transferir a sede do concelho para Lebução, onde se manteve até à sua extinção em 31.12.1853.
   Foi o 7.º Senhor da Casa Grande (Solar dos Morgados de Vilartão).* 
   Faleceu em 1874 e foi sepultado na capela do morgadio. Fez o acento de óbito o Abade Abílio Buiça**, de Bouçõaes ( pároco da freguesia). 
   Teve um único filho, António José de Morais Soares, nascido em 1815, que foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
   Em 6 de Novembro de 1853,com a extinção do Concelho de Monforte o castelo foi abandonado assim como a população, a partir daí, o abandonou.
   O Castelo de Monforte desde a Restauração esteve ligado, entre outras, à Familia Morais Soares, Morgados de Vilartão, como governadores.
   É do início do Séc.XVII, período filipino, a construção do Solar de Vilartão de linhas sóbrias, austeras, filipinas, suaves, mas bem de gosto  português.
 De arquitectura  marcadamente portuguesa e erudita, conseguiu chegar aos nossos dias, sem alterações significativas à sua planta arquitectónica original. 
   Desconhecido e esquecido o velho  solar guarda ainda com orgulho os seus vários salões "en ligne" . Representando na época filipina a comodidade  que um velho castelo medieval já não conseguia proporcionar aos seus alcaides.
   Actualmente na 11.º geração, a Casa Grande de Vilartão é propriedade duma sobrinha neta do Dr. Armando Morais Soares, Ângela Rey Morais Soares Ferreira.
   Apresentam-se algumas imagens do velho castelo e do solar:






            Ao longe, do Castelo de Monforte, na linha do horizonte, avista-se a  famosa Esculca e nela no termo das terras de Monforte, Vilartão.





    Familiares de visita ao solar. Tia Fernanda Morais Soares Ferreira e sua filha Corina.
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    * Actualmente na 11.ª geração.
    ** Pai de Manuel dos Reis da Silva Buiça. O regicída.
    Bibliografia:
    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.  

O comedouro

    A sala de jantar, tal como a conhecemos hoje, não existia em solares ou casas nobres no séc. XVII. É uma divisão recente, criada no séc.XIX, nas casas burguesas. Contudo em algumas antigas casas senhoriais  existia um espaço, primórdio da sala de jantar, denominado o comedouro. Espaço criado entre as câmaras a um nível superior à cozinha para  servirem as refeições aos senhores. 
    A propósito refere-se na "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira" : Comedouro,s.m.(...); lugar onde se come; refeitório: "E, através da biblioteca, penetramos na sala de jantar... -- Viva o meu príncipe! Sim senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante", Eça de Queiroz, A cidade e as Serras,cap 2, p.40.
    O Solar dos Morgados de Vilartão é um edifício do princípio do séc.XVII construído em parte sobre uma construção muito recuada, possivelmente da época romana. 
O edifício a partir do séc.XVII  pouco foi alterado mantendo-se fiel desde então.






   
  Algumas imagens do comedouro do solar de Vilartão onde existe um armário em tom verde embutido na parede e um belíssimo lavatório em pedra. O soalho desta sala é ainda o de origem.


    Bibliografia
    Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.VII, p.228, Lisboa, Editorial Enciclopédia, Limitada, 1987.

domingo, 8 de maio de 2011

Pombais

Encontrei este blog interessante sobre pombais

O pombal.


Pombal


   Existem pombais em grande número em Trás-os-Montes. O que se apresenta é o do solar. 
  Também como se vê precisa de obras e renascer.




O Pátio do Tanque Grande.

Após alguma intervenção renasceu da sombra, o pátio do tanque grande.




















sábado, 7 de maio de 2011

A Capela de Picões.


O extinto Morgadio de Vilartão possui duas capelas. 
Uma das capelas é do século XVII mandada construir por Álvaro Morais Soares em 1644. 
A segunda, a Capela de Picões, foi construída no princípio do séc.XVIII.
As imagens apresentadas são da segunda capela, mandada construir por António de Sá Pereira do Lago de Morais Soares, filho do Morgado de Vilartão, Pedro Aires Soares Machado,  Governador do Castelo de Monforte de Rio livre.
Capela de rara beleza tem se mantido quase  desconhecida numa paisagem paradisíaca.