Seus pais eram primos direitos e o casamento realizou-se bem perto de Vilartão, na Castanheira, a 26 Fevereiro de 1783, na capela de família de S. Francisco, Quinta de Mosteiro.
Nasceu em Abril de 1784 e para esta criança, com o nome de baptismo Álvaro, futuro morgado, estavam reservadas na vida grandes feitos.
Seguiu a carreira militar ao serviço do Regimento de Cavalaria 12 de Bragança.
Em 1 de Maio de 1799 foi Cadete, com 15 anos de idade.
Em 1 de Abril de 1806 foi Porta-estandarte.
Em 13 de Junho de 1808 foi Alferes.
Em 1810 foi Tenente.
Participou nas Guerras Peninsulares nas seguintes batalhas:
Puebla de Sanábria, em 10 de Agosto de 1810;
Buçaco, em 27 de Setembro de 1810.
Albuhera, em 16 Maio de 1811
Casou com Catarina Josefa de Sousa Pavão, sua prima, em 27 Junho de 1811.
Voltou à guerra depois do casamento e participou nas seguintes batalhas:
Cidade Rodrigo, em 19 de Janeiro de 1812;
Fuentes de Honor, em 5 de Março de 1812;
Badajoz, em 6 de Abril de 1812;
( Em 7 de Abril de 1812 nasceu-lhe uma filha baptizada com o nome de Maria Angelina da Conceição)
Salamanca, em 27 Julho de 1812.
Em 11 de Agosto de 1812 faleceu no combate de Las Rosas,em Megadahonda, perto de Madrid, com o posto de coronel.
Com 28 anos deixou viúva sua mulher e um problema para a sucessão do morgadio. Com pouco mais de um mês de idade morreu a sua filha, em 18 de Maio de 1812.
Sucedeu na herança do morgadio seu irmão também militar, José António de Frias Morais Soares, mas vem a falecer em Dezembro do mesmo ano (1812).
Recai por último no irmão destes, João Baptista Frias de Morais Soares a sucessão do morgadio, o sétimo morgado. Morgadios estes que irão ser extintos em 1863 por Mouzinho da Silveira.
Será este o último morgado, e também o último governador do Castelo de Monforte, uma vez extinto o Concelho de Monforte.
Teve um único filho, António José de Morais Soares, que foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa*.
O seu irmão, Major Joaquim Eusébio de Frias Morais Soares, é citado na Batalha de Almoster em 1834. Em 1837 aparece a assinar uma acta, na Câmara Chaves, repondo a Constituição de 1822. Assinaram também esta acta o Visconde de Sá da Bandeira e o Visconde das Antas.
Um último irmão, António Telésforo de Morais Soares, também militar, irá ser este que dará descendência ao
morgadio.
.
A viúva do que deveria ser 7.º Morgado, D. Catarina Josefa de Sousa Pavão, casará 12 anos mais tarde com outro seu primo, João Manuel de Almeida Morais Pessanha, Senhor do Solar das Arcas, e descendente do célebre navegador Genovês.
![]() |
| Solar das Arcas*** |
*A ordem foi instituída pelo rei D. João VI, em 6 de Fevereiro de 1818, dia da sua aclamação, no Rio de Janeiro, Brasil. O objectivo do rei, Grão-Mestre da nova Ordem Militar Leiga, era homenagear a padroeira (designada por alvará de 1646), por Portugal ter sobrevivido, como país independente, às guerras napoleónicas que tinham assolado o país e a Europa. Até 1910 foram agraciados com esta ordem várias personalidades, essencialmente oriundas da nobreza e da aristocracia. O governo provisório, em Outubro de 1910, extinguiu-a como ordem militar, embora o rei D. Manuel II no exílio e os Duques de Bragança que lhe sucederam tenham continuado a utilizar as insígnias desta ordem, só recentemente o actual Duque de Bragança a reabilitou, como ordem dinástica honorífica da família real portuguesa, distinguindo várias personalidades que agracia com o grau de cavaleiros da ordem, na festa de 8 de Dezembro, em Vila Viçosa. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
** Actualmente na 12.ª Geração.
*** Retirado de: www.solardasarcas.com/
Bibliografia:
Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.



Nasceu em Vilartão, concelho de Valpaços, em 11 de Março de 1902. Instalado na "República Transmontana" em Coimbra, onde se licencia em Medicina em 1928. Em Coimbra, distinguiu-se pela muita solidariedade e ajuda aos que precisavam.