quarta-feira, 29 de junho de 2011

A criação do Morgadio de Vilartão. Álvaro de Morais Soares



    Foi instituído o morgadio no séc.XVII


   O Morgadio de Vilartão foi criado no princípio do séc.XVII  por Álvaro de Morais Soares, filho de Aleixo Gonçalves Soares e de D. Helena de Gois  de Morais, de Vinhais.




  Casou em Vilartão com D. Maria Teixeira, filha de Gaspar de Lobão, Cavaleiro da Ordem de Cristo.
  Mandou construir a capela situada em frente ao solar em 1644.




  Sem filhos nomeou para administrador do morgadio seu sobrinho, 2º Morgado, Pedro Aires Soares Machado, Governador do Castelo de Monforte que casou com D. Maria de Sá Pereira do Lago,  da Castanheira.


Castanheira . Solar dos Pereira do Lago
  O 3º Morgado, Álvaro de Morais Soares,  filho do morgado anterior, Capitão de Cavalaria do Regimento de Ligeiros de Chaves, casou com D. Catarina  de Lobão Carneiro.


Florete Séc. XVII -- Casa do Souto Gavião. Famalicão
  O seu descendente, o 4º Morgado, Álvaro de Morais Soares Carneiro, casou com D. Rosa Ferreira Frias de Morais Sarmento, filha de Manuel Frias de Morais Sarmento, Morgado de Carrazeda.


Cruz quinhentista Flamenga.
Casa do Souto Gavião. Famliccão
   Actualmente na décima segunda geração, o solar de Vilartão e as terras do extinto morgadio continuam na família Morais Soares. 




 Bibliografia:
    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Arquivo do Solar dos Morgados de Vilartão. Guilherme Lopes Taveira

   Valpacense ilustre. Guilherme Lopes Taveira.


   Arquivo da Casa Grande, Solar dos Morgados de Vilartão.
   Em 1971, era Presidente da Câmara de Valpaços o Dr. Armando Morais Soares.
     
   Guilherme Lopes Taveira em 1959 foi um dos fundadores da Casa de Portugal em Teresópolis - Rio de Janeiro.
   Guilherme Lopes Taveira, nasceu na Vila de Valpaços, a 21 de Setembro de 1901. 
   Publica-se cópia da carta de Armando Morais Soares dirigida ao Presidente da Câmara de Teresópolis em 1971.


                             
      * Empresa: Estabelecimentos de Jerónimo Martins & Filhos S.A.
  




   
   Contributo para a divulgação de um transmontano ilustre. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Arquivo do Solar. Fotos da Cidade de Bragança de António Rapazote




  Dos arquivos do Solar dos Morgados de Vilartão partilham-se três fotos datadas de Agosto de 1928, da autoria de António Rapazote*.


  A primeira é uma foto da cidadela de Bragança.


    A segunda foto, aparelho evolucionando sobre a cidade de Bragança.

  
     A terceira foto, avião pilotado pelo Tenente Melo e Capitão Magalhães,  viagem feita a Bragança, em Agosto de 1928.










  * Dr António Gonçalves Rapazote, Ministro do Interior, do Governo de Marcelo Caetano.   

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Pátio Velho ou o Medieval.

    
   O terceiro pátio do solar talvez o mais antigo.
   Embora o solar, parte dele, remonte aos princípios do sé.XVII, com o seu corpo principal, esta ala do edifício é muito mais recuada, talvez anterior ao séc.XV.  















sábado, 11 de junho de 2011

O Pátio Grande.

  O Solar dos Morgados de Vilartão tem três pátios.
  Um deles, o maior, o Pátio Grande ou o das cavalariças é um enorme pátio onde restam grandes colunas. 












terça-feira, 31 de maio de 2011

O sétimo morgado. A geração do séc.XIX. O século difícil.

      Seria por direito o 7.º Morgado, Álvaro José de Morais Soares, filho do 6.º Morgado, António Xavier  Frias Morais Sarmento e de sua mulher Maria Francisca de Morais Pereira do Lago.
    Seus pais eram primos direitos e o casamento realizou-se bem perto de Vilartão, na Castanheira, a 26 Fevereiro de 1783, na capela de família de S. Francisco, Quinta de Mosteiro.
    Nasceu em Abril de 1784 e para esta criança, com o nome de baptismo Álvaro, futuro morgado, estavam reservadas na vida grandes feitos.
    Seguiu a carreira militar ao serviço do Regimento de Cavalaria 12 de Bragança.
    Em 1 de Maio de 1799 foi Cadete, com 15 anos de idade.
    Em 1 de Abril  de 1806  foi Porta-estandarte.
    Em 13 de Junho de 1808  foi Alferes.
    Em 1810 foi Tenente.



    Participou nas Guerras Peninsulares nas seguintes batalhas: 
    Puebla de Sanábria, em 10 de Agosto de 1810;
    Buçaco, em 27 de Setembro de 1810.
    Albuhera, em 16 Maio de 1811
    Casou com Catarina Josefa de Sousa Pavão, sua prima, em 27 Junho de 1811.  
    Voltou à guerra depois do casamento e participou nas seguintes batalhas:
    Cidade Rodrigo, em 19 de Janeiro de 1812;
    Fuentes de Honor,  em 5 de Março de 1812;
    Badajoz, em 6 de Abril de 1812;
   ( Em 7 de Abril de 1812 nasceu-lhe uma filha baptizada com o nome de Maria Angelina da Conceição)
    Salamanca,  em 27 Julho de 1812.
    Em 11 de Agosto de 1812 faleceu no combate de Las Rosas,em Megadahonda, perto de Madrid, com o posto de coronel. 
    Com 28 anos deixou viúva sua mulher e um problema para a sucessão do morgadio. Com pouco mais de um mês de idade morreu a sua filha, em 18 de Maio de 1812.
    Sucedeu na herança do morgadio seu irmão também militar, José António de Frias Morais Soares, mas vem a falecer em Dezembro do mesmo ano (1812).




      Recai por último no irmão destes, João Baptista Frias de Morais Soares a sucessão do morgadio, o sétimo morgado. Morgadios estes que irão ser extintos em 1863 por Mouzinho da Silveira.
      Será este o último morgado, e também o último governador do Castelo de Monforte, uma vez extinto o Concelho de Monforte.
      Teve um único filho, António José de Morais Soares, que foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa*. 



    
      O seu irmão, Major Joaquim Eusébio de Frias Morais Soares, é citado na Batalha de Almoster em 1834. Em 1837 aparece a assinar uma acta, na Câmara Chaves, repondo a Constituição de 1822. Assinaram também esta acta o Visconde de Sá da Bandeira e o Visconde das Antas.






     Um último irmão, António Telésforo de Morais Soares, também militar, irá ser este que dará descendência ao 
morgadio.


.
   
      A viúva do que deveria ser 7.º Morgado, D. Catarina Josefa de Sousa Pavão, casará 12 anos mais tarde com outro seu primo, João Manuel de Almeida Morais Pessanha, Senhor do Solar das Arcas, e descendente do célebre navegador Genovês.      
    
Solar das Arcas***
   
*A ordem foi instituída pelo rei D. João VI, em 6 de Fevereiro de 1818, dia da sua aclamação, no Rio de JaneiroBrasil. O objectivo do rei, Grão-Mestre da nova Ordem Militar Leiga, era homenagear a padroeira (designada por alvará de 1646), por Portugal ter sobrevivido, como país independente, às guerras napoleónicas que tinham assolado o país e a Europa. Até 1910 foram agraciados com esta ordem várias personalidades, essencialmente oriundas da nobreza e da aristocracia. O governo provisório, em Outubro de 1910, extinguiu-a como ordem militar, embora o rei D. Manuel II no exílio e os Duques de Bragança que lhe sucederam tenham continuado a utilizar as insígnias desta ordem, só recentemente o actual Duque de Bragança a reabilitou, como ordem dinástica honorífica da família real portuguesa, distinguindo várias personalidades que agracia com o grau de cavaleiros da ordem, na festa de 8 de Dezembro, em Vila Viçosa.   Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

  ** Actualmente na 12.ª Geração.

*** Retirado de:  www.solardasarcas.com/





    Bibliografia:
    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      
 

domingo, 15 de maio de 2011

Arquitectura Portuguesa (apontamento)

     Não é fácil, encontrarmos hoje edifícios antigos sem terem  sofrido alterações ao longo dos tempos .
   Alterações quer no interior  quer no exterior do edifício.      Novos tempos novas vontades e os edifícios acabavam por ser mexidos para responder às novas necessidades das novas gerações. Mais acrescentos, conforme a riqueza da família ou aumento do agregado.
  A nível de telhados as transformações  devem ter sido significativas.
   No caso do  solar  de Vilartão  apesar de o edifício ter resistido bastante bem quer interiormente quer exteriormente, o telhado  talvez tenha sido  muito alterado.

   
   Talvez com a forma curiosa como o telhado do Solar da Quinta de Ribafria - São martinho. Sintra. Em forma de pirâmides, a forma mais ajustada para cobrir os tectos em masseira*. 
Também quando recentemente se fez a renovação do telhado apareceram indícios nesse sentido.
   No caso do solar de Vilartão teria, atendendo aos salões existentes
e à extensão da cobertura, nove pirâmedes. Cobertas de telhas produzidas no próprio morgadio. Ainda hoje no local de produção (picões) existem restos dessas telhas. Olaria que remonta ao período romano.

* Retirado do  "blog": Visitar a Quinta de Ribafria - São martinho. Sintra.