terça-feira, 12 de julho de 2011

A cozinha do Solar de Vilartão . A doçaria.

    
O pão-de-ló.

   No receituário da cozinha do Solar de Vilartão,  ocupava um lugar de destaque na doçaria, o pão-de-ló.




  Para o seu fabrico era utilizada uma forma em cobre.




  Receita ainda hoje conservada e que numa forma untada com azeite, com carvão em brasa  por baixo e ainda coberta de carvão em brasa, cozia a massa.




  Pão-de-ló delicioso que saía da forma sem o habitual papel. 



"Os primeiros portugueses que chegaram ao Japão no século XVI levaram consigo a receita do pão de ló, também chamado pão de Castela. Uma receita do mesmo, refinada ao longo dos séculos, tornou-se num dos doces mais típicos do Japão, o Kasutera." Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A cozinha do solar de Vilartão. Um clássico da culinária. o Pantagruel

  O Pantagruel.


  Era frequente encontrar-se nas velhas cozinhas de grandes casas livros diversos de culinária, para além de manuscritos com receitas antigas, foi o que aconteceu no espólio da Casa Grande de Vilartão. 
  Entre esses, um clássico: O Pantagruel de Bertha Rosa - Limpo.




    "É um dos grandes clássicos dos manuais culinários portugueses. Editado pela primeira vez em 1946, com autoria de Bertha Rosa-Limpo, conhecida cantora lírica dos anos 30 e 40, tinha uma selecção de 1500 receitas, na sua maioria recolhidas no seio da família."




    "Na 11ª edição, as receitas passaram para 3000, tendo aumentado para 5000 na 49ª edição, revista e aumentada pela actual responsável pelo livro, Maria Manuel Limpo  Caetano, filha de Bertha Rosa-Limpo: "Creio que o êxito do livro deve-se principalmente ao facto de todas as cinco mil receitas que ali estão terem sido experimentadas, tanto pela minha mãe, quanto pelo meu irmão(o cineasta e gourmet Jorge Brum do Canto) e por mim."»"
http://loja.avidaportuguesa.com/pt/catalogo/vidaportuguesa/livraria/o-livro-de-pantagruel

 
  Das  receitas manuscritas publica-se "Bolo de Castanhas".
   

Vilartão terra com com produção de castanhas de excelente qualidade.



   

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A cozinha do Solar de Vilartão.

   
                                           A cozinha do Solar




      No séc.XVII a planta em U da habitação, característica de sociedades como a francesa e a italiana e difundida pelos tratados de arquitectura, não se cumpre com o mesmo rigor no nosso país. Aquilo que constatamos em Portugal foi que a maioria das casas em U são do séc.XVIII, resultando a forma em U, não de um projecto inicial completo, mas da adição de duas alas ao corpo principal, já existente em séculos anteriores."(Marques Pereira, Ana)



        O solar de Vilartão, construído no inicio do séc. XVII, veio a  possuir duas alas que com o corpo principal formou um U, com três pátios.
        Ao corpo principal,com uma ala, veio juntar-se uma ala já existente formando um U.
        Numa das alas situavam-se as zonas de serviço: a cozinha e outras dependências.
        Na outra ala, construção anterior ao Séc.XVII, a acomodação da criadagem e soldados, sala dos arreios , cavalos entre outros.
       O corpo principal era destinado aos proprietários e ai se localizavam as salas de recepção que se dispunham em linha ou "en ligne". Apresenta já  alguma especificidade funcional como a sala de jantar ou comedouro.


      A cozinha do solar de Vilartão para além do fumeiro possui também copa e despensas. Possui ainda uma bacia de despejo fazendo parte possivelmente  de uma dala .

Porta da dispensa atulhada.

     A cozinha desnivelada, três a quatro grandes degraus, em relação ao corpo principal, dispunha de uma despensa, no piso térreo com entrada independente.
     O acesso a esta despensa fazia-se também por uma escada interior em madeira que ficava debaixo de um chão que era em parte em madeira e outra parte em pedra.


                  Cavadas na rocha, neste piso térreo  muito fresco, pias possivelmente salgadeiras.


Bibliografia:
Pereira, Ana Marques, Cozinhas Espaços e Arquitectura, pág.33, Edições Inapa, 2006.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vilartão e o seu património. Picotas



A picota

         Conhecida já no tempo dos egípcios foi até muito recentemente, usada de norte a sul do país.
 Em Portugal, foi introduzida pelos Árabes.




Constituída por um poste vertical enterrado no chão que é encimado por uma forquilha, onde se coloca a vara, fixada no eixo.



Tal como o pé-de-cabra, a picota é uma alavanca. Permite diminuir o peso do balde cheio de água, que se puxa do fundo do poço.



Esta vara numa extremidade tem o contrapeso, também este aí fixado, constituído por pedras. No outro extremo tem outra vara, pendurada na vertical, fina e comprida, possível de ser segura entre as mãos.



Esta por sua vez tem na ponta inferior uma argola onde se pendura o balde. O contrapeso deve ser tal, que não seja muito custoso levantá-lo.


Em vilartão existem ainda picotas testemunhando a passagem dos Árabes.
Estas picotas que resistiram até aos nossos dias, esperam de nós que as preservemos para o futuro. Pertencem ao Sr. Domingos Morais.


 Na outra extremidade da aldeia existe outra picota, também pertença do Sr. Domingos Morais.



 Contributo para a divulgação do património de Vilartão.
 Retirado contibuto do blog "sarzedasdovasco".

O desafio.


O Solar dos Morgados de Vilartão

  
   
      Desafio,  porque ousa dar a conhecer um vale de alguns quilómetros onde se integrou o Morgadio de Vilartão,  instituído no período filipino e onde se encerra séculos de história como não é frequente encontrar.
 Rico em vestígios históricos, mesmo anteriores à ocupação romana, engloba este morgadio terras em três aldeias: Vilartão, Lampaça e Picões... no termo do extinto concelho medieval de Monforte de Rio Livre.
   Vale estratégico, com o rio Rabaçal, onde ainda hoje restam ruínas, de entre outras, de uma ponte romana, da via romana Braga - Astorga,Via XVII .  
Procurada esta região para a fixação humana, desde tempos muito recuados, justificada pelo micro-clima (zona de transição entre terra fria e terra quente), terra fertil, abundância de água e rico em metais,  entre outros, nobres.
   






     
     
     

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A criação do Morgadio de Vilartão. Álvaro de Morais Soares



    Foi instituído o morgadio no séc.XVII


   O Morgadio de Vilartão foi criado no princípio do séc.XVII  por Álvaro de Morais Soares, filho de Aleixo Gonçalves Soares e de D. Helena de Gois  de Morais, de Vinhais.




  Casou em Vilartão com D. Maria Teixeira, filha de Gaspar de Lobão, Cavaleiro da Ordem de Cristo.
  Mandou construir a capela situada em frente ao solar em 1644.




  Sem filhos nomeou para administrador do morgadio seu sobrinho, 2º Morgado, Pedro Aires Soares Machado, Governador do Castelo de Monforte que casou com D. Maria de Sá Pereira do Lago,  da Castanheira.


Castanheira . Solar dos Pereira do Lago
  O 3º Morgado, Álvaro de Morais Soares,  filho do morgado anterior, Capitão de Cavalaria do Regimento de Ligeiros de Chaves, casou com D. Catarina  de Lobão Carneiro.


Florete Séc. XVII -- Casa do Souto Gavião. Famalicão
  O seu descendente, o 4º Morgado, Álvaro de Morais Soares Carneiro, casou com D. Rosa Ferreira Frias de Morais Sarmento, filha de Manuel Frias de Morais Sarmento, Morgado de Carrazeda.


Cruz quinhentista Flamenga.
Casa do Souto Gavião. Famliccão
   Actualmente na décima segunda geração, o solar de Vilartão e as terras do extinto morgadio continuam na família Morais Soares. 




 Bibliografia:
    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Arquivo do Solar dos Morgados de Vilartão. Guilherme Lopes Taveira

   Valpacense ilustre. Guilherme Lopes Taveira.


   Arquivo da Casa Grande, Solar dos Morgados de Vilartão.
   Em 1971, era Presidente da Câmara de Valpaços o Dr. Armando Morais Soares.
     
   Guilherme Lopes Taveira em 1959 foi um dos fundadores da Casa de Portugal em Teresópolis - Rio de Janeiro.
   Guilherme Lopes Taveira, nasceu na Vila de Valpaços, a 21 de Setembro de 1901. 
   Publica-se cópia da carta de Armando Morais Soares dirigida ao Presidente da Câmara de Teresópolis em 1971.


                             
      * Empresa: Estabelecimentos de Jerónimo Martins & Filhos S.A.
  




   
   Contributo para a divulgação de um transmontano ilustre.