domingo, 17 de julho de 2011

O relógio da Boa Reguladora.

    O relógio da Boa Reguladora.


  
   Como em todas as casas, no Solar de Vilartão, um relógio da Reguladora para marcar o tempo. 
   Sobre a Reguladora transcrevo do blog  http://restosdecoleccao.blogspot.com/2011/06/boa-reguladora.html :


      Em 14 de Abril de era fundada a primeira fábrica de relógios da Península Ibérica, “A Boa Reguladora” , no Porto na Rua Faria de Guimarães.
            A denominação da firma era ‘São Paulo & Carvalho’ , constituída por João José de São Paulo e José Gomes da Costa Carvalho, tendo ainda direitos na mesma Lino Gomes da Costa Carvalho. 
           Em 1894 aparecem no mercado os primeiros relógios saídos das oficinas manuais.


[A-Boa-Reguladora.49.jpg]
           Em 1896 a fábrica é transferida para Vila Nova de Famalicão. 
      Numa notícia de 24 de Maio de 1903 no jornal “Estrela do Minho”, é noticiada a intenção dos irmãos Carvalho*, proprietários de ‘A Boa Reguladora’, dotar da cidade de Famalicão de energia eléctrica. 
          Em 1907 constrói a sua própria central eléctrica a vapor e torna-se concessionária do fornecimento de iluminação pública e particular** de Vila Nova de Famalicão. 
         
         Junto à estação ferroviária de Famalicão, é construído um bairro operário para os trabalhadores de ‘A Boa Reguladora’ . Foi o primeiro bairro operário com o tratamento da sua envolvente a ser concebido por um arquitecto paisagista, Francisco Caldeira Cabral, tendo sido percursor de outros construídos nas décadas de 50 e 60.
           Em 1923 Constrói  de raiz de um edifício em cimento armado, para ampliação das suas instalações, constituindo, hoje, o mais significativo elemento do património industrial da cidade. Neste mesmo ano ‘A Boa Reguladora’ é premiada com a medalha de ouro, na Exposição Internacional do Rio de Janeiro."

* Irmãos do meu bisavô, Joaquim Gomes da Costa Carvalho.
** Uma das primeiras casas com luz eléctrica  em Famalicão foi o palacete da Quinta da Granja de Joaquim Malvar, meu avô.

"A guarda" do Solar de Vilartão



A "guarda" do Solar de Vilartão

Solar de Vilartão

     Fica de guarda não ao Solar de Vilartão, mas à Casa do Souto, o pobre do Rex que mais fica guardado, que guarda. 

      
    Vale-lhe as vizinhas  da Casa do Souto: a Srª Maria e  a Dona Edite que não se cansam de o mimar durante as longas ausências dos seus donos, quando estes estão para Vilartão.








       E ainda o João quando este resolve ficar e tenta-o esquecer da paixão doentia que tem à patroa.   


   
          Resta-lhe a canseira de olhar pelo gato.









Casa do Souto. Gavião. Famalicão

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Solar de Vilartão e as gravuras na pedra.

   Aparecem gravuras na pedra que despertam curiosidade.
  O que representam o que significam?





 Desenhos gravados na pedra encontrados no Pátio Grande ou das Cavalariças                                                 



 
                               No portão do Pátio Grande




Na quinta de Picões.
 

O Solar de Vilartão e o Morgado de Carrazeda.



Castelo de Monforte de Rio Livre
    Álvaro de Morais Soares Carneiro, IV Morgado de Vilartão, casou com D. Maria Rosa Ferreira Frias de Morais Sarmento, filha de Manuel Frias de Morais Sarmento, Morgado de Carrazeda, e de D.  Josefa Ferreira Sarmento de Lozada. 




    Deste casamento, outros filhos também com descendência até à actualidade foram: António de Frias Sarmento Morais Soares que casou com outra prima de D. Rosa, D. Francisca Pereira do Lago e Joana de Frias de Morais Sarmento com descendência na actualidade, nomeadamente a Duquesa de Bragança D. Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia.




   O Solar dos  Morgados de Vilartão na décima segunda titularidade é representado hoje por Ângela Rey Morais Soares Ferreira. 






    Bibliografia:
    Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      

terça-feira, 12 de julho de 2011

A cozinha do Solar de Vilartão . A doçaria.

    
O pão-de-ló.

   No receituário da cozinha do Solar de Vilartão,  ocupava um lugar de destaque na doçaria, o pão-de-ló.




  Para o seu fabrico era utilizada uma forma em cobre.




  Receita ainda hoje conservada e que numa forma untada com azeite, com carvão em brasa  por baixo e ainda coberta de carvão em brasa, cozia a massa.




  Pão-de-ló delicioso que saía da forma sem o habitual papel. 



"Os primeiros portugueses que chegaram ao Japão no século XVI levaram consigo a receita do pão de ló, também chamado pão de Castela. Uma receita do mesmo, refinada ao longo dos séculos, tornou-se num dos doces mais típicos do Japão, o Kasutera." Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A cozinha do solar de Vilartão. Um clássico da culinária. o Pantagruel

  O Pantagruel.


  Era frequente encontrar-se nas velhas cozinhas de grandes casas livros diversos de culinária, para além de manuscritos com receitas antigas, foi o que aconteceu no espólio da Casa Grande de Vilartão. 
  Entre esses, um clássico: O Pantagruel de Bertha Rosa - Limpo.




    "É um dos grandes clássicos dos manuais culinários portugueses. Editado pela primeira vez em 1946, com autoria de Bertha Rosa-Limpo, conhecida cantora lírica dos anos 30 e 40, tinha uma selecção de 1500 receitas, na sua maioria recolhidas no seio da família."




    "Na 11ª edição, as receitas passaram para 3000, tendo aumentado para 5000 na 49ª edição, revista e aumentada pela actual responsável pelo livro, Maria Manuel Limpo  Caetano, filha de Bertha Rosa-Limpo: "Creio que o êxito do livro deve-se principalmente ao facto de todas as cinco mil receitas que ali estão terem sido experimentadas, tanto pela minha mãe, quanto pelo meu irmão(o cineasta e gourmet Jorge Brum do Canto) e por mim."»"
http://loja.avidaportuguesa.com/pt/catalogo/vidaportuguesa/livraria/o-livro-de-pantagruel

 
  Das  receitas manuscritas publica-se "Bolo de Castanhas".
   

Vilartão terra com com produção de castanhas de excelente qualidade.



   

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A cozinha do Solar de Vilartão.

   
                                           A cozinha do Solar




      No séc.XVII a planta em U da habitação, característica de sociedades como a francesa e a italiana e difundida pelos tratados de arquitectura, não se cumpre com o mesmo rigor no nosso país. Aquilo que constatamos em Portugal foi que a maioria das casas em U são do séc.XVIII, resultando a forma em U, não de um projecto inicial completo, mas da adição de duas alas ao corpo principal, já existente em séculos anteriores."(Marques Pereira, Ana)



        O solar de Vilartão, construído no inicio do séc. XVII, veio a  possuir duas alas que com o corpo principal formou um U, com três pátios.
        Ao corpo principal,com uma ala, veio juntar-se uma ala já existente formando um U.
        Numa das alas situavam-se as zonas de serviço: a cozinha e outras dependências.
        Na outra ala, construção anterior ao Séc.XVII, a acomodação da criadagem e soldados, sala dos arreios , cavalos entre outros.
       O corpo principal era destinado aos proprietários e ai se localizavam as salas de recepção que se dispunham em linha ou "en ligne". Apresenta já  alguma especificidade funcional como a sala de jantar ou comedouro.


      A cozinha do solar de Vilartão para além do fumeiro possui também copa e despensas. Possui ainda uma bacia de despejo fazendo parte possivelmente  de uma dala .

Porta da dispensa atulhada.

     A cozinha desnivelada, três a quatro grandes degraus, em relação ao corpo principal, dispunha de uma despensa, no piso térreo com entrada independente.
     O acesso a esta despensa fazia-se também por uma escada interior em madeira que ficava debaixo de um chão que era em parte em madeira e outra parte em pedra.


                  Cavadas na rocha, neste piso térreo  muito fresco, pias possivelmente salgadeiras.


Bibliografia:
Pereira, Ana Marques, Cozinhas Espaços e Arquitectura, pág.33, Edições Inapa, 2006.