segunda-feira, 30 de abril de 2012

Vilartão e Chaves.

  
     Vilartão e Chaves.





                                           http://pt.wikipedia.org/wiki/Chaves_(Portugal)






   A Revista Aquae  Flaviae
do Grupo Cultural Aquae Flaviae no seu número 44, de dezembro último, contém  um excelente artigo  da Dr.ªMaria Aline Ferreira Caetano sobre a freguesia  de Bouçães. Neste artigo refere-se:"Ao longo da sua história as ligações terrestres da freguesia à sede do concelho, do qual dista apenas 22km, foram sempre difíceis,vindo a ser resolvidos apenas, na década de sessenta, razão porque a freguesia se relacionou sempre com Chaves, cidade de que se sentia mais próxima." 
   Fazem parte da freguesia de Bouçoães nove povoações: Bouçoães, Lampaça, Tortomil, Vilartão, Bouças, Ermidas, Real Covo, Picões e Ledões.


  Bouçoães: "Nas inquirições de D.Afonso III ( 1258) é designada por "Bouzoos", topónimo proveniente de bouça matagal.Também aí já é referida a igreja de Santa Maria Madalena de Bouçoães, como sufragânea da igreja paroquial de Santa Maria da Ribeira. No centro da aldeia localiza-se a abadia -- residência paroquial, com características arqueológicas romanas e medievais."


 Vilartão: "Com a extinção do concelho de Monforte de Rio livre, em 1853, foi novamente integrada  na freguesia de Boucoães, que passou a pertencer ao concelho de Valpaços, criado em 1836."






Portão poente do solar

  Excelente artigo da Dr.Âline Ferreira Caetano de que se destacaram fragmentos mas que não dispensa a leitura na integra. 

sábado, 14 de abril de 2012

.A Cozinha Velha.

       
   A cozinha medieval do solar ou a cozinha velha.



  Depois de alguns anos, finalmente pôs-se fim às obras que faltavam. 
  A ala poente do solar é um edificação anterior ao séc.XVII que se encontrava muito degradada. Dela fazia parte entre outras uma sala de arreios, uma cavalariça e uma cozinha.  



   A cozinha num andar elevado com cantareiras nas paredes e com um chão em parte em pedra e outra em madeira tem  acesso de um pátio fechado por uma escada  exterior em pedra.

                              
  Foi esquecida para obras há uns anos atrás porque estava muito degradada e também porque não se encontrou na altura qualquer  utilidade para este espaço.
   
   
   Quando no último verão, depois de se ter decidido intervir e fazer o despejo do lixo que aí se tinha acumulado, todos nós que aí estivemos a despejar e a varrer lixo de séculos  quando nos vimos à luz do dia estávamos todos com a cara negra do pó do carvão que com o calor e suor se tinha colado à pele. Curioso porque nos riamos uns dos outros sem nos apercebermos de nós próprios.   






    Deu trabalho mas o chão ficou varrido e as grandes e antigas lages de granito daquele chão maciço apareceram. 



   Com ajuda  do pladure as obras foram rápidas e os resultados não tardaram a aparecer.


  
Depois foi só fazer uma mudança retirando o que estava a mais da casa do Minho.




 ...E saborear o sol de poente, nos fins de tarde de primavera luminosos de Trás-os-Montes. 




   Onde se sobe  chegando de um pátio distante por entre passagens apertadas e labirinticas lembrando a ocupação Árabe que aqui foi muito forte. 














segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Os Caminhos da Memória Freguesia de Bouçoais".


    "Os Caminhos da Memória Freguesia de Bouçoais".

 No dia 1 de Abril de 2012,  pelas 15 horas, no Pavilhão Multi-Usos de Valpaços  realizou-se a apresentação do livro "Os Caminhos da Memória Freguesia de Bouçoais - Valpaços", de  Maria Aline Ferreira.


 Esta obra é sem dúvida uma referência para o estudo de uma freguesia com  um património muito rico  e também com um  dos  maiores patrimónios arqueológicos do concelho de Valpaços.


  Um convite irrecusável para um caminho de surpreendentes descobertas. 
  


Intervenção da Dr.ª Aline Ferreira


Capa do livro "Os Caminhos da Memória Freguesia  de Bouçoães"



Contracapa do livro. Torre.
Importante estrutura militar romana.




                    Sessão de autógrafos da Dr.ª Aline Ferreira.




   












segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ferreiros.

Ferreiros.Valpaços.


   Bem perto de Lebução, Ferreiros, uma aldeia pequena mas  onde tem nascido Homens importantes.
   O atual Presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Eng.º Francisco Baptista Tavares, é natural de Ferreiros e foi no passado um grande amigo do Dr. Armando Morais Soares, também em tempos presidente da mesma Câmara Municipal.
  
  Algumas fotos de Ferreiros.




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

.Rebordelo

    Rebordelo

   Perto de Vilartão, do outro lado do Rabaçal fica a airosa povoação de Rebordelo, onde foram frequentes as visitas médicas do Dr. Armando. 
   Pertencente ao concelho de Vinhais, Rebordelo terra que foi de cristãos-novos, compreende  os lugares de  
 Rebordelo e Vale de Armeiro.


  


   Com suas características muito próprias, de afinidades com as da terra quente transmontana, permitem-lhe produzir um pouco de tudo: azeite, vinho, castanha, amêndoa, noz figo, diversos produtos hortícolas e cereais. De grande significado é também a criação de gado ovino.

Na área da freguesia há duas minas de estanho, denominadas ``Alto do Sarilho'' e ``Trigueiriça n. o 1''. Julga-se que a sua exploração remonte a tempos muito antigos. Embora desactivadas há algum tempo, as suas potencialidades continuam-se a manter; o problema é que hoje não se verifica qualquer interesse na extracção e aproveitamento daquele minério. Rebordelo foi um centro muito importante da indústria da seda, que continuou em laboração contínua, mesmo depois do aparecimento da moléstia do sirgo, que quase aniquilou aquela indústria na região de Bragança.
Rebordelo é uma freguesia servida por bons acessos viários desde Mirandela, Valpaços, Chaves e Vinhais. A povoação principal é de granito. Junto à estrada, construções novas contrastam com o velho burgo, confirmando os ventos de mudança que nos últimos anos se têm feito sentir por aqui. Tem bairros com identidade muito própria: Igreja, Lombo, Carril, Fontainha, Eiró e outros de menor importância. A gente desta freguesia é o repositório de uma cultura popular que teima em sobreviver: lendas, rezas, tradições, medicina popular.
Rebordelo é uma população muito antiga que já é citada nas Inquirições de 1258. Nessa época já se tinha dado a instituição da ``parrochia de Sancti Laurenti'' que tinha algumas paróquias sufragâneas: ``ecclesia de Nuzedo de Sub-Castelo et eclesia de Val de Paaços quae sunt sufraganeae de eclesia de Sancti Laurenti''. Mais tarde, a igreja de S. Lourenço foi uma abadia da apresentação do padroado real. Pelos finais dos padroados, extintos no século XIX, o abade de Rebordelo tinha um rendimento de 300 mil réis. Rebordelo é terra de judeus, dizem os vizinhos. No bairro do Carril há uma casa que, à entrada, tem uma estrela de David gravada no granito.
Mas a instalação das primeiras comunidades humanas em terras de Rebordelo remonta a tempos pré-históricos, como indicia a sua arqueologia. Na Fraga dos Mouros, gruta natural no meio de brenhas graníticas, há uma antecâmera onde se notam ranhuras, indiciando a existência, em tempos, de uma porta. No interior existe uma espécie de mesa. Atendendo à morfologia do sítio, tudo indica uma ocupação desta gruta desde remotos tempos."
  Retirado de 
  http://www.rebordelo.net/corografia/

















Ao longe avista-se Vilartão
Ao longe Vilartão e a imponente Esculca

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vilartão no Dicionário de Pinho Leal.

   
  Pinho Leal e Vilartão 


    Encontrei Vilartão no dicionário "Portugal Antigo e Moderno" de Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho Leal.


   Numa 1ª edição de 1873 publica-se:




  Sobre a Freguesia de Bouçoães.

 
            Sobre a aldeia de Vilartão.




            
            Sobre Pinho Leal.
   
   O que é certo é que nasceu em 1816 e o seu nome fica para a posteridade sobretudo como um perseverante investigador (eu diria um detective) e estudioso da realidade do Portugal de oitocentos, da sua história, a grande mas por vezes também a “pequena”, as lendas, os mitos, os usos e costumes das populações, as instituições, os monumentos, a onomástica e a toponímia e muitas outras realidades, compiladas em 18 volumes sob o título, extenso e poético, “Portugal antigo e moderno, diccionário geográphico, estatístico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguesias de Portugal e grande número de aldeias”, publicados a partir de 1873. Miguelista convicto e aventureiro impenitente...
   Retirado de:
http://valedejaneiro.blogspot.com/2009/10/uma-pequena-nota-biografica-sobre-pinho.html

   Em 1873 retirou-se para Lisboa, a fim de acompanhar de perto a publicação da sua obra a que deu o nome de Portugal Antigo e Moderno, o que só foi possível graças à influência de Camilo Castelo Branco e à boa vontade do seu editor e amigo Mattos Moreira. Aquando da publicação do X Volume, caiu gravemente doente e retirou-se para o Porto. Veio a falecer já viúvo, no nº 393 da Rua de Serralves, Lordelo do Ouro, a 2 de Janeiro de 1884.
  Teve um funeral pomposo, apesar de ter morrido quase pobre, como a maioria dos grandes escritores portugueses. Ia engalanado com banda e a medalha da antiga Sociedade dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses, e vestido com a farda de alferes do extinto Batalhão de Caçadores 3, da Beira Baixa, em que havia militado. Depois de conduzido em carro fúnebre, tirado por duas parelhas, até à igreja matriz de Lordelo do Ouro, que estava literalmente coberta de crepes, teve aí pomposas exéquias e, em seguida, foi levado para o respectivo cemitério paroquial, onde foi provisoriamente depositado, na sepultura da família do seu senhorio e amigo Manuel Ferreira de Carvalho. O seu cadáver foi acompanhado desde casa até à igreja e desta ao cemitério pela banda marcial de Caçadores 9.

   Como se pode verificar Pinho Leal, um Miguelista convicto, ignora o Morgadio de Vilartão.
   Recorde-se que o último morgado, o septimo Morgado de Vilartão, João Baptista Frias de Morais Soares que faleceu em maio de 1874, era um liberal.



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tortomil


Tortomil 

  Bem perto de Vilarão, fica uma pequena aldeia, Tortomil com o seu pelourinho.
  
  Segundo testemunhos dos mais antigos, aí  era deixado preso o condenado  por  crime cometido, entregue à sua sorte naquele desterro. Valia-lhe a sorte de alguém que passasse e o libertasse, salvando-o de morrer à fome ou das garras dos lobos.

  " De acordo com a Infopédia, o topónimo "Tortomil" é de origem latina e significa "a quinta de Tructemiro", o que pode querer dizer que as origens de Tortomil situam-se numa quinta agrícola que existia naquela zona, e que seria pertença de algum proprietário romano chamado "Tructemiro". Contudo, há quem sustente que o topónimo "Tortomil" seja claramente de origem germânica."*

  Tortomil é uma das aldeias associadas da freguesia de Bouçõaes: 
   Ermidas, Lampaça, Lodões,  Picões, Real Covo, Tortomil e Vilartão.

  Não muito longe, o velho castelo de Monforte de Rio Livre continua a dominar estas velhas aldeias com a suas histórias entrelaçadas,
  Imponente o velho castelo, teima com a sua presença, destacando- se com a sua torre, bem visível, ao longe na paisagem.
  
  
   Fotos de Tortomil









 *Retirado de: http://www.boucoaes.com