domingo, 24 de junho de 2012

O Solar de Vilartão. 


A capela  da Casa de Portuzelo. Abação.


 

   Muitos "Outeiros Secos", evocando aqui Luís Montalvãoexistem no nosso País e esta Casa e Capela de Portuzelo é um deles, em Abação,  concelho de Guimarães.  
   São casos que nos tocam e mais forte quando são nossos estes "Outeiros Secos".
   
Ruínas da casa
   Pertenceu a Casa de Portuzelo ao meu meu 4.º avô, João José de Azevedo e sua mulher, Luísa Rosa Mendes de Meireles Nogueira Fayão.




Coberto com três pisos.
Relógio de pedra.
Pedra de armas da Casa de Bragança.


Carta de brasão de armas
   Carta de brasão de armas passado em 1748, ao meu 6.º tio avô, Ventura Fernandes de Meirelles, Familiar do Santo Ofício e morador em Guimarães, Lisboa e Porto.
   Ventura Fernandes de Meirelles deixou como herdeira sua irmã, minha 6.ª avó, Luísa Francisca Meirelles.
    







Porta lateral da capela.
   Melhor sorte teve a Casa Grande de Vilartão.
   Na imagens seguintes o que foi  a porta da copa e cozinha do solar, antes e depois das obras.








Entrada principal do Solar dos Morgados de Vilartão, princípios do séc.XVII, 
na Praça do Cruzeiro.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Solar de Vilartão. Pátios e jardins.



O Pátio Grande. O Pátio  das Cavalariças.






Este pátio é o maior dos três pátios, mas encontrava-se muito reduzido devido à construção de um terraço que nele tinha sido levantado.




Quase metade do pátio estava coberto por esta monstruosidade que lhe tirava luz. 




Foi construído nos anos setenta do século passado, substituindo uma interessante cobertura  em madeira  e telha que foi derrubada.



Encontrei perto de Vilartão, em Sonim, uma cobertura que mostra como seria a deste pátio antes de ser destruída.





Desta vez, este imenso terraço que aí existia...




Foi abaixo!




Devolvendo-se a este pátio o que restava da sua antiga grandeza.



Restaram as vigas de betão inertes, tal como  as nervuras de  folhas de árvores,  à espera do seu destino.



Por entre as colunas o sol foi espreitando e...




No espaço aberto o sol foi entrando e tem assistido ao crescer dum  tímido jardim. 




Onde as glicínias estão a crescer rapidamente para cobrir as nervuras das folhas daquelas árvores que  serão de pedra. 
















sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Solar de Vilartão. A Idade Média.

O Solar de Vilartão e a Idade Média.



O Solar de Vilartão é muito antigo, tem muitos séculos e uma parte do seu edifício é muito anterior ao século XVII. 
  



Esta parte do edifício corresponde a uma época muito recuada.




Remonta ao período medieval.



Nos baixos do edifício, no compartimento a que esta porta dá acesso, que eu desconheço qual foi a utilidade que teve no passado mais recuado, encontra-se um objecto em pedra.


Presumo que nos tempos mais recentes terá tido a função de recipiente para a alimentação animal e foi assim usado como uma pia.  




Mas pelas dimensões desta caixa deixa suspeitas que terá tido outras funções no passado. 



Medido por dentro tem 1metro e 86cm  de comprimento e de largura na parte mais larga 0,47cm.
Não é contudo muito fundo. Estará na forma original ou foi alterado para responder a novas funções? 



Perto de Vilartão, na Lampaça ou Obaérrio nos tempos romanos, pode-se ver uma torre romana.


Encostados à torre encontram-se dois túmulos.



Este túmulo mede de comprimento por dentro 1 metro e 60cm e de largura medido também por dentro 40cm.


Este túmulo com a forma antropomórfica é contudo menos fundo que o anterior. 






Será que em Vilartão aquela caixa de pedra foi um túmulo?

sábado, 5 de maio de 2012

O Solar de Vilartão. Passagens Secretas.





Castelo de Monforte de Rio livre

    A partir de inícios do séc.XVII, os alcaides do castelo de Monforte de Rio livre cansados do desconforto de viver na alcáçova do castelo passaram a dispor também de uma residência, ali bem perto, dispondo das comodidades que as casas depois do Renascimento, na Idade Moderna, já proporcionavam.  

Torre de menagem. Alcáçova



Pormenor de janela do Solar de Vilartão


   Naturalmente que nessa época, a casa tão próxima da fronteira  e a região com  guerras permanentes (Guerras da Restauração) não podia descurar em termos de segurança  e essas duas salas, no extremo do edifício, possuíam fortes grades de ferro. 

As janelas  gradeadas

  Com apenas duas portas de acesso a essas duas salas ( câmara-mor e trans-câmara) com possibilidade de serem trancadas por dentro possuíam ainda uma escapatória para em último recurso poderem pôr-se a salvo por acesso direto a uma das cavalariças, a mais recuada e a mais segura do solar. 


Alçapão




   Escondido atrás da mesa, este depois do restauro permanece discreto ao olhar desatento mas sempre pronto para uma emergência.








Escada do alçapão