sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Solar de Vilartão e as novas vias transmontanas.






O Solar de Vilartão.
As novas estradas.



Estrada de acesso a Vilartão

   As vias de comunicação sempre foram importantes para o desenvolvimento, nomeadamente económico, das regiões e de um país.
  Entre elas, as estradas, de localidade ou nacionais são da máxima importância para a vida das populações.   



Vilartão

 Assim foi e é para Vilartão.
 Estas resultaram de um acumulado de melhoramentos e até de novas construções onde se incluem também as pontes. 


Solar de Vilartão


  No princípio do séc. XX, junho de 1901, a pedido do então presidente da Câmara de Chaves,  foi recebido e servido no solar um almoço ao então ministro das finanças, na época ministro da fazenda, Manuel Afonso Espregueira.
  Era na época presidente da Câmara de Chaves Luís Paulino e  governo do rei D. Carlos. 
  A viagem do ministro e conselheiro Espregueira teve por objetivo o conhecimento do estado da estradas.
  Esta visita foi aproveitado pelo Luís Paulino para pressionar o governo na conclusão da estrada de Braga  a Chaves e de Chaves  a Vinhais.  

M. da Conceição Garcia Carcalho


    A minha avó paterna, Maria da Conceição Garcia Carvalho, que nasceu em 1889 fez uma viagem para França, Lurdes  na companhia das primas e dos tios, donos da fábrica de relógios da Boa Reguladora por volta de 1910 de automóvel. 



http://www.ibamendes.com/2011_11_01_archive.html

   Automóveis que não seriam  muito diferentes destes, que são possíveis de  ver no endereço referido e com os quais as viagens devem ter sido muito arriscadas.
  A minha avó sempre contou histórias fantásticas desta viagem que as guardo para outra altura.
  É certo que os automóveis estavam a dar os primeiros passos mas sem as estradas do ministro Espregueira a minha avó não teria feito esta viagem de automóvel.

Imagem relacionada
Lurdes in santanostalgia.com

  Muito provavelmente a minha avó esteve no solar de Vilartão, passagem obrigatória,  na passagem para Vinhais.


Um século depois, em 2007, regressamos a Vilartão.


Solar de Vilartão antes das obras


 Se não existissem as atuais estradas muito dificilmente teríamos regressado a Trás-os-Montes.










  Outra visita, retirada do arquivo da casa, que eu ainda não consegui identificar.
  Visitas que eu espero manter na tradição da casa e na boa tradição portuguesa de bem receber.

Bibliografia:
     Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição, 2008. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Solar de Vilartão. As terras do morgadio.

 O Solar de Vilartão.
 As terras do morgadio.




    O morgadio foi instituído em Vilartão no inicio  séc.XVII. Em 1644, foi edificada a capela  por Álvaro de Morais Soares.
   Álvaro era filho de Aleixo Gonçalves Soares e de D. Helena de Góis, filha ou neta  de D. Francisco Cadorniga Soares da casa dos Marqueses de Mesquita, da Galiza.



   Sobre a criação do morgadio diz o Abade de Baçal: "Instituiu um morgadio, em Vilartão, dos melhores da província de Trás-os-Montes e nomeou para administrador  seu sobrinho Pedro Aires  Soares Machado, governador de Monforte." 

Castelo de Monforte de Rio Livre


Castelo de Monforte de Rio Livre

  A extensão das terras do morgadio era imensa e estendia-se por duas aldeias: Vilartão e Picões.
  Atualmente, as terras do antigo morgadio estão  restritas a uns escassos vinte hectares que se estendem do solar, por um vale, até a uma linha de água.




    Logo no topo das terras é possível ver um antigo pombal entre outras edificações.




  Conhecedor como ninguém dos limites das terras o Sr. Armando prontificou-se generosamente em esclarecer as extremas das terras. 




   Depois, com longas caminhadas foram-se conhecendo melhor as terras, e bonitas paisagens foram surgindo e a paixão também.






   Não foi possível desde então pensar na sua exploração, pois o solar estava em ruína e obrigava a uma atenção especial.






    Bibliografia:
     Ferreira, Maria Aline, DR. Armando Morais Soares. O último João Semana, Coimbra, Gráfica de Coimbra 2, 2.º edição,2008.      
     Alves, Francisco Manuel, Abade de Baçal, Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, TomoVI.




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O Solar de Vilartão. Os jardins do Pátio das Cavalariças.


O Solar de Vilartão.
Os jardins do Pátio Grande.





  As obras de intervenção foram pesadas neste pátio. Devolveu-se-lhe a luz perdida e fez-se-lhe um chão novo.






  Posteriormente foram plantadas as trepadeiras que em pouco tempo percorreram e cobriram a antiga estrutura de cimento.
  Mais um ano bastará para cobrir toda a estrutura de betão .












  Também aqui a glicinea tem vindo a crescer rápido e ...



  Espera-se um resultado semelhante, para breve, como as imagens seguintes exemplificam.
                               
                                          Entrada muy primaveral. Glicinias
                                   






  Balcão sobre o pátio a aguardar novas plantas que ficarão aqui resguardadas dos nevões e do calor intenso do verão . 




  Recanto antes e depois da intervenção com a pia de pedra agora cheia de sardinheiras.










    Fases da recuperação a um dos acessos à cozinha.



   Pátio este privilegiado pelos pássaros, enchendo-o com os seus voos e cantos.








sábado, 15 de setembro de 2012

O Solar de Vilartão . A época romana. Epigrafia Latina.


  O Solar de Vilartão. A época romana.


  A invasão romana da Península Ibérica iniciou-se no séc.III a.C. 
  A partir de 19 a.C., as legiões ocuparam a região norte peninsular, mais inóspita, ocupada por povos cântabros e astures.


  O domínio romano foi possível devido à existência de uma grandiosa rede viária. Sem as estradas não teriam sido possíveis as movimentações das legiões dos exércitos romanos.



                             ponte‑romana‑chaves‑e1321149478568.png
                             aldeiashistoricas.wordpress.com
   
   

  No itinerário Antonino (roteiro das vias do império romano) a via XVII, a estrada Braga a Astorga, a partir de Chaves tinha duas alternativas para chegar a Castro de Avelãs (Bragança).


  Um variante sul, mais recente, que passava por Valpaços e atravessava o rio Rabaçal na ponte de  Valtelhas. 


                                              pontedoarquinhopossacos.jpg
                                              viasromanas.planetaclix.pt

    No variante Norte, mais antigo, por Vinhais, passava por Vilartão, descia a Picões e atravessava aí o rio Rabaçal. 



Edificado  branco, extenção do séc.XVII.

 O solar de Vilartão, no séc.XVII foi prolongado, dando continuidade à frente do edifício.



À direita porta de acesso a um espaço de utilização desconhecida.
   Ao fundo porta de acesso à copa da cozinha, construída no séc.XVII.
   À direita, porta de acesso a um espaço que recentemente é utilizado como garrafeira.


Porta rasgada
    Na porta de passagem surgiu na face de uma pedra que a cal cobriu...



Anterior à lavagem.


Depois da lavagem
   Tornou-se difícil a leitura da foto com luz sem orientação.













Foto rodada
             O que poderá significar?



             As outras pedras têm  o texto restante? 

Bibliografia.
Ferreira, Aline, Os Caminhos da Memória. Freguesia de Bouçoães. 
Valpaços, Gráfica de Coimbra 2, 2012.
Maciel, Tarcisio e Maciel, Manuel, Estradas Romanas  No Território De Vinhais,C.M. de Vinhais,2004.